sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Praticamente inofensiva -Douglas Adams- pg 46 e 47

-O que andou acontecendo por aqui?- perguntou ele.
-Oh, só coisas maravilhosas, senhor, só as coisas mais maravilhosas possíveis. Posso me sentar no seu colo, por favor?
-Não - respondeu Ford, empurrando-o. O robô ficou esfuziante em ser rechaçado daquela maneira e começou a se balançar, tagarelar, enlouquecer. Ford apanhou-o novamente e segurou-o firme em pleno ar, a alguns centímetros do seu rosto. O robô tentou permanecer onde fora colocado, mas não pôde deixar de tremilicar um pouco.
-Mudaram algumas coisas, não é? - sussurrou Ford.
-Ah, sim - guinchou o robozinho -, da melhor e mais fantástica maneira possível; Estou muito satisfeito.
-Como é que era antes, então?
-Um barato.
-Mas você gostou das mudanças? - perguntou Ford.
-Eu gosto de tudo - gemeu o robô. - Especialmente quando você grita assim comigo. Faz de novo, vai, por favor.
-Me conta logo o que aconteceu!
-Ai, obrigado, obrigado.
Ford suspirou.
(...)
-O que aconteceu? - insistiu Ford. - (...) Eu... ah, deixa pra lá - acrescentou, quando o robô começou a se comportar vergonhosamente com uma alegria incontrolável e a se esfregar no seu joelho. - Vou descobrir sozinho.

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