quarta-feira, 28 de abril de 2010

Requiem para um sonho (nomes em português são feios)

Essa noite eu sonhei com um monte de sandice. Não que eu não sonhe com sandices toda noite, claro.
Sonhei que saia do trabalho e ia pra Alemanha visitar minha ãmica *Lu. Sim, ia de BUSÃO pra Alemanha, e demorava 5 minutos pegando o Terminal Parque Dom Pedro II. Daí chegando lá eu estava rodeada de polacas e europeiazinhas fedendo à CC até chegar na casa da *Lu. Aí lá a gente pegou o carro e saimos dirigindo por aí, e ela falava "meu pai tem pescoço de peru, não tem?" e daí a gente deu umas voltas, batemos o carro e voltamos pra casa dela, onde o pai-peru aguardava a gente fazendo "glugluglu". Beleza, daí ele disse que ia me levar pro aeroporto pra eu voltar pra casa, mas chegando no aeroporto eu não tinha dinheiro pra voltar, então teria que pegar a volta do ônibus do Terminal Parque Dom Pedro.

PAUSA
Aqui eu acordei 6:20 da manhã toda resmungando porque minha tia inventou de ir tomar banho e ligar o rádio na NATIVA FM O AMOR DE SÃO PAULO. Podia cair uma bomba nessa rádio. Podia entrar um psicopata com uma bomba enfiada no cu e explodir aquela merda. Meu, você ser acordada pelo programa "Coração Sertanejo" em plena quarta-feira é osso. "Bom dia, Dona Maria", olha o tipo de rima que aquele locutor enviado de satanás fica falando. Aaaah pra puta que o pariu.
Daí avisei minha tia que não teria aula hoje e pedi com muito afeto para que ela desligasse aquele som das trombetas do apocalipse.

Então peguei no sono de novo. Sonhei que estava numa casa toda MUDERNA, com paredes cinzas e aparelhos de cozinha de inox. Um luxo. E sonhei que eu tacava panelas, batedeiras, copos, comida, tudo em cima do namorado, e ela discutia comigo e me ameaçava de me bater, e eu falando que ia matar ele e fazer parecer um acidente. Uma cena muito familiar, com muito amor e afeto. Então corta pra uma cena nadavê onde minha mãe ligava no meu celular falando que ela havia lido o meu blog e ficou inconformada e mimimi mimimi mimimi (ela grunhiu um monte de coisa que eu não consegui identificar) e eu desliguei o celular e falei pr namorado "tá feliz agora? minha mãe leu meu blog por sua causa! estou sendo impedida de escrever" e aí ele dizia que eu devia dinheiro a ele por ele ter espalhado o nome do meu blog pela medina e eu dizia "tá loko, irmão?" e aí eu acordei rabugenta.

Mas estranhamente estou de bom humor hoje.

terça-feira, 27 de abril de 2010

DE RERVM NATVRA (ou um post sobre mudanças e medos)

Desde sempre usou os mesmos óculos pretos de aro grosso, os mesmos cabelos loiros bagunçados que nem com gel, pomada e reza forte ficam no lugar. O mesmo tipo de roupa: tênis branco (ou vermelho), calça jeans azul - a única coisa que mudara era o tipo: antes era de boca larga (ai, a moda dos anos 2000) e agora skinny - e as mesmas camisetas sempre brancas, pretas ou vermelhas. Sempre com uma mochila nas costas, sempre de tons escuros. Os mesmo olhos sem cor definida (castanho, verdes, por que não se decidem?). As mesmas manias, o mesmo jeito esquisito, a mesma forma estranha de andar, o mesmo jeito incansável de resmungar como uma velha, os mesmos praguejos violentos, o mesmo vocabulário incomum, as mesmas companhias. O mesmo rancor, sempre aumentando, de tudo que fazem pra si, e consequentemente uma futura úlcera ou ponte de safena. A mesma pessoa de sempre.

Entretanto, alguma coisa mudou. Alguma coisa ainda está mudando. Sentia-se diferente. Internamente.
Mesmo sendo a mesma pessoa, não era a mesma pessoa. Lembrava-se do seu passado nem-tão-distante-assim. Sete anos se passaram e a diferença era notável. Já haviam jogado este fato em sua cara: "você virou uma pessoa asquerosa". De vez em quando o seu "novo eu" inspirava raiva gratuita ou somente uma antipatia das brabas. Gostava disso por não gostar das pessoas no geral, salve uns poucos gatos pingados. Jogam na sua cara o "fato" de ter virado uma pessoa egoísta, mesquinha e fria. Pff. Tudo isso só porque havia decidido que não aguentaria mais algumas atitudes escrotas de terceiros. E depois ela que era egoísta. ela que era criança. Tudo isso porque havia trocado a consideração que sentia pelos outros por um pouco de amor próprio. Ah vá.

Consequentemente virou uma pessoa mais sozinha, sempre com a cara enfiada num computador, num videogame, no seu caderno de rascunhos dramáticos (era como ela chamava seu caderno de desenho) ou em algum livro que despertasse seu interesse (aliás, tinha um gosto estranho para livros. Adorava livros sobre máfia, gangsters, gatos, bêbados, viagens de drogas, zumbis ou filhos-da-puta num geral).

Os pensamentos também estão mudando. Sente como se tivessem tirado uma venda de frente dos seus olhos e agora ela consegue ver um pouco além. Começou finalmente a pensar no seu futuro, um futuro concreto, coisa pra daqui anos. Trabalhar, estudar, tem grana, não depender mais de pai ou mãe, que um dia infelizmente morrerão. Construir alguma coisa para si (ela não consegue pensar no plural). Ter como se manter. Tem medo de futuramente não ter como pagar tudo o que precisa: plano de saúde, contas, roupas, alimentação. De não ter onde cair morta. De chegar na velhice e virar uma mendiga doida que mostra os peitos no semáforo e conversa com um inimigo imaginários aos berros e xingos. Tem medo de ter filhos e não conseguir dar tudo o que teve para eles: uma boa educação, um bom lar, uma família estruturada (bem, isso ela não teve tanto assim), boas condições. Uma casa, ainda que pequena. Definitivamente ela precisa cuidar mais da saúde, já que um dia talvez tenha pequenos infantes dependendo dela. Pensava em sua mãe e sentia vergonha de tudo de horrível que já falara pra ela. Agora ela entendia todo o sacrifício que ela fizera, de não ver seus filhos crescendo para trabalhar e dar do bom e do melhor para eles. Estaria ela crescendo? Amadurecendo? Estava finalmente percebendo que a vida não se resumia só em fins-de-semana animados, passeios com os amigos, compulsões alimentares e gastos desnecessários em caprichos capitalistas. Era algo mais. Ela não tinha mais 12 anos. Precisa fazer algo por si, ela PRECISA aprender a contar consigo mesma e sair de debaixo das asas dos pais. Já perdera muito tempo na vida sendo uma criancinha mimada que achava que a adolescência seria eterna. Olhou para seu irmão e viu o exemplo que sempre havia passado despercebido. Seela tivesse notado antes, talvez estivesse muito melhor hoje. Infelizmente nunca fora próxima de seu irmão desde os 7 anos de idade. Nunca tivera a liberdade de sentar e conversar as coisas da vida com ele que, mesmo sendo 5 anos mais velho, sempre teve uma visão madura da vida. E sentia por essa distância.

Dando o último gole em seu café, notou que precisou de 21 anos para perceber que já havia desperdiçado 1/4 da vida.






Mas "it's never late to get it back".



Há 2 anos, quando eu dava aulas de física.







ouvindo: o teclado barulhento da colega de trabalho e um prego sendo martelado no andar de cima.
Ela odeia barulhos repetitivos, aliás.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Da onde surgiu o PRA MIM VOCÊ MORREU.

Daí que hoje é meu aniversário e aniversários sempre me lembram a frase PRA MIM VOCÊ MORREU, que é a que dá nome ao meu blog. Vou contar da onde surgiu isso.
Janeiro de 2009, estava eu com a corja original (depois algumas pessoas foram acopladas, algumas realmente desnecessárias) que se constituia de Alinão, Praguejento, Triscilla e Everton. Fernanda estava na festa também, e logo depois foi acoplada à corja. Pois bem. Naquela noite, fomos todos para as profundezas de Guarulhos, pra lá do aeroporto, onde as ruas ainda são de barro. Everton mora lá e buscou a gente no bairro onde eu moro. Chegamos em Guarulhos e compramos muita bebida. 100 dinheiros só de álcool. E bebemos a noite toda, festejamos, dançamos, rolamos, rodamos, todo mundo pegou todo mundo, a Linão passou mais tempo caída no chão do que em pé dançando (acho que ela tem probleminhas com equilíbrio). E todos dormimos amontoadinhos na sala da casa do Everton. No dia seguinte, acordamos e tinha almoço feito, comida da boa, e comemos feito ogros. Depois sentamos na garagem e nos pusermos a conversar. Aí surgiu a Linão com a história do "pra mim você morreu".
Diz a lenda que era aniversarinho da avó dela, dona Simone. Dona Simone acordou cedo, tomou bainho, colocou a sua melhor roupinha, passou Monange no corpo e foi comemorar o aniversário com a família e amigos, no tradicional churrasco de Zona Leste que todo mundo adora. Foi então que chegou A carta. Dona Simone devia numa loja e havia tempo que não pagava. A loja, então, mandou uma carta para dona Simone bem no dia do aniversarinho. Dona Simone abriu a carta, crente que era mais felicitações pelo seu aniversarinho, mas ela estava enganada, estava redondamente enganada.
No aniversarinho dela, com sua melhor roupinha, ela recebeu uma carta que dizia: "PRA NÓS VOCÊ MORREU". Dentro da carta, estes dizeres estavam em letras garrafais, posicionados em cima da foto de um CAIXÃO.
Obviamente, dona Simone chorou muito. Até entrou em depressão. E eu, quando fiquei sabendo dessa história, fiquei rindo 3 dias seguidos. E me apaixonei para sempre por essa frase. E hoje ela dá nome ao meu bloguinho encardido!

Enfim.

Feliz aniversarinho pra mim de novo.

domingo, 18 de abril de 2010

SONHEI QUE

eu sonhei que eu estava na antiga casa onde eu morava na Penha e lá estava cheio de mendigos fedorentos, tinha um até com uma unha do dedão da mão que tinha cerca de 4 centímetros, e era amarela com graxa. Daí eu entrei no banco Itaú que tinha na minha garagem (aff) e tava cheio de mendigos na porta. Então o Vinícius (surgiu do nada) falou que tinha uma garrafa de pinga e me deu pra beber, aí eu bebi tudo de um gole só e disse que não daria nem uma gota pro santo (que, no meu sonho, era o Zé Pilintra). Aí do nada os mendigos começam a cair pelo chão e falar em línguas, e o Vinícius me diz com a maior voz gultural "é porque você não deu o gole do santo". Daí o Everton aparece do nada e pede as botinas dele antes qu algum mendigo resolve se apossar delas,e o mendigo da unha enorme do dedão entrega as botinas dele. Daí eu pego outra garrafa de cachaça e a Fernananda, que também surge do nada, me diz para não esquecer o do santo. Pegoa  garrafa e viro no meu corpo inteiro e bebo o que sobrou.
Daí não sei porque comecei a sonhar com as palavras BALNEÁRIO CAMBORIÚ e v[arias palmeiras entalhadas na madeira que, na verdade, eram vários pênis disfarçados e eu SABIA que era obra ou da Aline ou da Paula.

Aí eu acordei.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tentações de satanás e o garoto falando em línguas.

Na verdade não tem garoto falando em línguas nenhum. Na verdade esse um aí é só o meu namorado falando em voz alta, no meio do ponto de ônibus toda a oração Salve Rainha em latim.
Tudo que eu sei em latim são algumas declinações e "ARMA UIRUCEN CANO" e eu nem sei se está escrito certo, mas sei que é o primeiro verso da Odisséia. Isso se eu não errei a obra. Enfim.

Na verdade o post é sobre o verdadeiro poço de tentações que essa avenida Paulista e arredores são. São armadilhas para meus bolsos. Uma ameaça à minha conta bancária, à integridade de meu salário e um poço sem fundo para o meu seguro desemprego. Só entre ontem e hoje eu já comprei 4 livros. 2 deles são aqueles Pocket books ("Sobre a brevidade da vida" do Sêneca e "Esboço para uma teoria das emoções" do Sartre. O primeiro eu já lí, aliás). Hoje eu comprei "O chefão" do Mário Puzzo (sabe o filme "O Poderoso Chefão? Então) e o "Alice no país das maravilhas" do Lewis Carroll, cuja a história eu havia lido a da Disney e cujos trechos eu havia lido no livro de linguística do ciclo básico da Letras. E sim, irei ver o filme no meu aniversarinho.
Do que eu tava falando mesmo? Ah sim, das tentações.
Como se não me bastasse a Livraria Cultura me tentando, ainda tem as 4 ou 5 bancas de jornal com aqueles livros baratos me chamando. E tem a Fnac. E tem lojas de comida a cada 3 metros, e todo mundo sabe que eu + dinheiro = eu feliz comendo e 10 minutos depois eu triste pela extravagância. E daí que eu não tô conseguindo guardar a quantidade de dinheiro que eu quero por mês porque vai tudo em livro, dvd de série, comida, comida, comida, comida e chá mate com leite e aveia (pra me ajudar a expurgar toda essa comida).
Estou desenvolvendo um problema crônico de consumismo impulsivo.




Eu preciso de ajuda.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

sonhei que...

Sonhei que fazia de um tudo para boicotar a viagem dos meus pais. Primeiro eu causava a maior encrenca aqui em casa e discutia aos berros com meu pai (desconfio que berrei enquanto dormia) e xingava ele de tudo quanto é palavrão que eu conheço. Daí depois eu tentava bater nele com um pernil (oi) e destruia a casa inteira com meu pernil. Aí a Cãmila, minha gata, olhava para mim como o mestre dos magos olha para aquelas pessoas do desenho "a caverna do dragão" (ou algo assim, nem sei mais) e dizia igual o mestre Yoda "roubar o carro você deve". Então, para variar, eu pegava o carro e saia em disparada fugindo de casa (sempre que eu pego o carro em sonho, ou eu estou fugindo de algo ou então estou causando acidentes).

Acordei 5:30 da manhã com a vaca da Cãmila miando.

Essa é a Cãmila e ela é uma biscate.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sonhei que...

Essa noite sonhei que estava numa casa antiga com a Aline e ela enfiava a mão na minha boca e me arrancava dois dentes enormes e cariados que, na verdade, eram pipoca daquelas embalagens cor-de-rosa. E eu queria porque queria fazer um colar com meus dentes.