segunda-feira, 28 de junho de 2010

Essa noite sonhei que estava indo trabalhar, mas que iria cair maior tempestade no meio do caminho, então eu tinha que correr pro prédio e tal, só que pra eu chegar lá eu tinha que fazer um rapel meio esquisito, tinha que segurar nas cortinas de um outro prédio e ir descendo dando chutinho na parede. O engraçado foi que eu estava chegando nessa parte do rapel e ví Fernanda lá pendurada como se fosse a coisa mais normal do mundo, esbanjando pacificidade. Daí meio que fui tentar descer e caí de cu no chão e Fernanda disse "tá vendo, isso que dá não agarrar no lençol direito".

aí eu acordei.
e depois dormi de novo.

Sonhei que estava entrando num restaurante e lá no fundo eu vi a écs #2 comendo alguma coisa com cereja e framboesa que deixava ela com a cara toda melequenta, parecia que tinha tomado um tiro na boca.

acordei,
dormi de novo.

sonhei que estava numa escola e que tinha ido conversar com uma professora dizendo que não me sentia à vontade pra fazer a apresentação de um trabalho mas que achava que, pelo meu quase impecável histórico escolar, eu merecia uma nota boa, e ela dizia que não se media se uma pessoa era boa aluna pelas notas mas sim pela quantidade de violência aprendida  em sala de aula. Fiquei maravilhada.

Aí acordei de vez.

Era uma vez, Candy e Dan. As coisas estavam quentes naquele ano. A seiva derretia nas árvores. Ele escalava sacadas. Ele escalava tudo, fazia qualquer coisa por ela. Ah, Danny querido. Milhares de pássaros minúsculos enfeitavam o cabelo dela. Tudo era dourado. Uma noite, a cama pegou fogo. Ele era lindo e um ótimo criminoso. A gente vivia de luz e de chocolate. Era tarde de extravagante deleite. Danny,o destemido. Candy desapareceu. Os últimos raios de sol do dia passeiam feito tubarões. Eu queria tentar do seu jeito desta vez. Você entrou na minha vida rapidinho, e eu gostei. A gente se retorcia na lama de nossa alegria. Minhas coxas ficaram molhadas com liberdade. Então, houve um intervalo.. .e toda a Terra tombou. É o que interessa, é o que a gente quer. Com você dentro de mim, reconheço minha morte. Talvez a gente nunca mais durma. O monstro da piscina. É da natureza do cão... Com gatos, galinhas e feijão. Onde quer que eu olhasse...Às vezes,eu te odeio. Sexta-feira. Eu não falei para valer. Mãe do azul, anjo da tempestade. Você apontou para o céu. Demanda. Oferta. Aquela se chama Sirius, ou Estrela do Cão. Ha ha! Maldito, Ha! Você é maldito Dan. Um vaso de flores ao lado da cama. Machuquei sua cabeça na cabeceira da cama. Mas o bebê morreu pela manhã. Nós demos um nome a ele. O nome dele era Thomas. Coitado desse pequeno deus. O coração dele bate feito um tambor de macumba."

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sonho e mimimi mimimi

Hoje foi o segundo dia do meu atestado.
Primeiro que acordei sete horas da manhã e fui da zona leste até a USP somente para chegar lá, botar um trabalho em cima da mesa e voltar pra casa. Isso me tomou das 7h da manhã até às 11:30. Legal, né? Aí cheguei em casa podre e fui jogar videogame. Dormi com o controle nas mãos. Aocrdei meia hora depois só pra desligar o videogame e colocar no jogo do Japão contra a Dinamarca (notei, aliás, que só tem gente bonita na Dinamarca, meu Deus. E notei que na torcida do Japão tinha um monte de japonesa velha da gengiva grande e roxa parecendo um repolho. Fiquei com nojinho). Então eu peguei no sono de novo.

Então eu sonhei.
Sonhei que tinha uma filha, tão loira quanto eu, mas o cabelo dela era liso. E ela era lindinha, toda fofinha, mimimi mimimi, só que era mimada, malvada e teimosa. E o nome dela era Camila e eu desconfio que a criança tinha a personalidade da minha gata.

Bizarrinho.

Essa noite eu jogue tanto UFC que sonhei a noite toda com o jogo. Dormi no busão pra faculdade e sonhei com o jogo. Dormi no metrô voltando pra casa e sonhei com o jogo.
Isso me aconteceu lá pra 2004 quando eu viciei em Need For Speed. Sonhava com os carros e com as modificações a noite toda.

Acho que eu preciso retomar minhas leituras.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Uma vez me falaram que eu era uma pessoa horrível pois sou do tipo de gente que faz as piores cagadas possíveis e imagináveis e depois faço ou falo uma coisinha bonitinha e já acho que está tudo bem. As vezes era tão raro algo de bom vir de mim que até uma coisinha pequena era o suficiente pra deixar tudo bem mesmo. Aí me falaram desse meu "hábito" e eu pensei "aham, até parece que é assim mesmo, você está exagerando, falando sandice". Até que hoje eu fui e fiz isso. E tive um flashback dos últimos três anos da minha vida, pude ver a carona da pessoa que disse isso rodando ao meu redor e comecei a me sentir mal por ser assim.

Pois é.

O ASSASSINATO MAIS DEMORADO DO MUNDO COM A ARMA MAIS INEFICIENTE.


Again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again and again...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O poderoso arroto.

Hoje saí escoltada do trabalho por dois homens altos fortes e espadaúdos. Um deles tinha que pagar uma conta no banco, então lá fomos nós pro Bradesco. Chegando lá, o cartão dele não funcionava. Tentamos passar cuspe, borracha, catarro, bafo. Nada fez o cartão funcionar. Então ele pegou o cartão e arrotou em cima dele um daqueles arrotos que dão até orgulho de tão alto e másculo que é, numa tentativa de quem sabe fazer o dito cuja funcionar. Ele colocou o cartão no ATM. O cartão funcionou como novo.

Quer dizer, ÓQUEI, Arrota no meu bilhete da loteria, por favor?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

From the past.

Lembrança 01- Eu e meu irmão mais velho. A gente no quintal dos fundos, que tinha árvores e terra, muita terra. Ele tinha um boneco do Jiraya que a perna estava quebrada. Demos como morto. Realizamos um funeral decente para ele, enterramos perto do galpão de ferramentas do meu pai.
Tive notícias daquela casa, parece que acimentaram o quintal de terra. E o Jiraya está lá até hoje.
Lembrança 02- Quintal de casa. É uma memória meio apagada já, esbranquiçada. Eu tinha uma boneca de vestido amarelo e um único tufo de cabelo loiro (Estrela, suas bonecas eram todas iguais, beijos). Eu e meu irmão arrastamos ela pelo pescoço de bicicleta pelo quintal todo (tínhamos um quintal gigante) e depois a enforcamos no limoeiro e deixamos ela lá PRA MORRER. Minha mãe chegou, olhou e não disse nada. Era uma coisa muito comum ela chegar em casa e ter uma boneca enforcada na árvore. Depois de um tempo ela parou de comprar bonecas pra mim e passou a me dar bichos de pelúcia, dos quais eu cuidava. Tinha mais dó de "matar" bicho do que de matar "crianças".
Lembrança 03- Sala de casa. Eu estava de um lado da sala e ele do outro, um sofá entre nós. Estávamos brincando de guerrinha. Do nada o cidadão saca uma bola de plástico do tamanho da minha cabeça e me acerta no nariz. Sangue. É tudo que eu me lembro.
Lembrança 04- Quintal de casa. Meu irmão, eu e mais uma pessoa que eu não sei quem era, acho que era amigo do meu irmão. Pegamos um monte de limão do limoeiro e esprememos num pote. Depois pegamos meia dúzia de minhocas vivas e tacamos lá. Ficamos olhando elas se retorcerem até a morte.
Lembrança 05- Quintal de casa. Eu e meu irmão com roupas anos 90 de crianças de classe média, os dois encardidos de barro, fazendo uma pista de Rally dos Sertões na terra do quintal. Estava sol aquele dia, e era uma tarde bem morna. O meu carrinho de rally era daqueles que acendia uma faisquinha na frente quando andava. A gente fez até uma lagoa (um puta buracão na terra cheinho de água) onde eventualmente carros caiam e causavam leves óbitos nos motoristas.
Lembrança 06- Eu e meu irmão, sala de casa. Montamos uma perfeita casa de Playmobill usando os recursos disponíveis: fitas k7 e fita daquelas que você, leitor com mais de 20 anos, usava para gravar suas músicas preferidas direto da rádio 89, a rádio rock.
Lembrança 07- Eu, meu pai e meu irmão na sala de casa. Eu e meu irmão jogando xadrez, ambos sentadinhos no tapete cor de caramelo (minha mãe teve uma fase caramelo que resultou em tapetes, mesa, roupas, batedeira, móveis, TUDO). De repente meu pai taca um chinelo no jogo e fala que foi um avião que caiu no campo de batalha. Chinelo 10, irmãozinhos 0.
Lembrança 08- Minha mãe trazia, dia sim, dia não, Dois chicletes bubbaloos (lê-se BABALÚS) e um kinder ovo pra cada um dos seus dois filhotes, na época que kinder ovo era cinquenta centavos e que as surpresas eram legais.
Lembrança 09- Casa da minha avó em Pindamonhangaba. Eu, meu irmão e meus dois primos sentadinhos no chão da sala assistindo Ratinho enquanto meu avô descascava laranjas pra gente. Meu avô é o melhor descascador de laranjas do mundo, ele descasca uma laranja inteira num golpe só, sem quebrar a casca.
Lembrança 10- Minha tia, meu primo e eu no Clube de Campo Piracuama, tomando sol (menos eu, ficava soturnamente na sombra) e tomando deliciosos sorvetes de massa com raspas de chocolate. Daí depois eu e meu primo usávamos o potinho pra coletar girinos no riacho límpido e transparente que tinha lá nas profundezas do clube. Não sei COMO, mas um dos que trouzemos pra casa e minha avó tacou no quintal sobrevivou mutantemente e virou um sapinho lá mesmo. Um sapinho bem feio, mas ainda sim um sapinho.
 
 
 
 
E minha idade nessas lembranças não completavam duas mãos cheias.
Saudades do meu querido irmão. Ele é tão esquisito.
Estamos fazendo uns rolos aí com um amigo dele que está indo pros Estados Unidos. Esse amigo dele vai trazer 11 jogos pra gente:

DiRT 2

Grand Theft Auto IV
Gran Turismo 5
Burnout Paradise
Medal Of Honor
The Godfather II
Mafia II
LittleBigPlanet 2
True Crime
killzone 2
UFC 2010 undisputed

Tudo isso ficou bem caro. Um dinheiro que, se eu fosse pagar pro meu irmão, teria que fazer suaves parcelas a perder de vista, e pelo que eu conheço deste cidadão que veio do mesmo ventre que eu, ele cobraria com juros. Só que eu tava ligeira e já ia lançar a proposta de, em troca dele pagar tudo sozinho, ele poder usar meu videogame de vez em quando.
Ele mesmo propôs isso, disse que seria como se ele estivesse "comprando ações" do videogame para poder usá-lo de vez em quando.Ele também fez um contrato pra eu assinar, ele assinar e mais uma testemunha assinar (provavelmente mamãe).
Eu tenho 21 anos e ele faz 26 dia daqui cinco dias.
Temos uma relação saudável de confiança e amor fraterno.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A justiça do inferno debatida no canto 11 está de acordo com a idéia de Aristóteles que relata, na sua obra Ética a Nicômaco: "deve ser observado que há três aspectos das coisas que devem ser evitados nos modos: a malícia, a incontinência e a bestialidade." A alma incontinente tem culpa, mas a culpa é menos grave que o dolo (má-fé), a vontade de pecar. Esta vontade, quando se origina como manifestação da natureza animal é ainda menos grave que aquele pecado que é cometido de forma premeditada, usando a inteligência do ser humano para o mal, mesmo assim, é menos grave um indivíduo planejar e executar um crime contra um desconhecido, que pode se defender do estranho que o ameaça, que ele fazer o mesmo com alguém que confia nele, e por isto está indefeso, por isso a traição, é considerada o maior pecado, que recebe a punição máxima no local mais profundo do inferno.

(...)

Dante a subiu (um monte) e logo apareceram três feras (Pantera, Leão e a Loba), provavelmente os animais representam três tipos de pecados (que são discutidos no Canto 11) e também três divisões do inferno, é uma representação alegórica dos pecados de acordo com Tomás de Aquino, que influenciou Dante. A Pantera (incontinência), o leão (violência) e a loba (fraude) refletem níveis de gravidade de acordo com os conhecimentos do homem (quanto mais se sabe, mais grave é o pecado). Segundo Sayers, refletem três estágios da vida do homem (juventude, meia-idade e velhice). Os pecados cometidos na velhice seriam mais graves, pois quem os comete já sabe diferenciar o certo do errado.

(...)

O "Vestíbulo do Inferno" ou "Ante-Inferno" é onde estão os mortos que não podem ir para o céu nem para o inferno. "O céu e inferno são estados onde uma escolha é permanentemente recompensada (de forma positiva ou negativa), deve também existir um estado onde a negação da escolha seja recompensada, uma vez que recusar a escolha é escolher a indecisão." O vestíbulo é a morada dos indecisos, covardes e que passaram a vida "em cima do muro". Eles nunca quiseram assumir compromissos, tomar decisões firmes, por acharem que assim perderiam a oportunidade de fazer alguma coisa.


Segundo Círculo, Vale dos Ventos(Luxúria)

Logo depois (de Minos) estão os luxuriosos, que sofrem e são atormentados e arrebatados por um furacão que não para nunca, arrastando os espíritos com violência, atormentando-os, ferindo-os, rolando-os, em vida, eles eram levados por suas paixões, que os arrastavam como o vento que os arrasta no inferno. Aqui está Semíramis, Cleópatra, Helena, Aquiles, Páris, Tristão e "mais mil homens que se sacrificaram por amor".

Terceiro Círculo, Lago de Lama(Gula)

Aqui estão os Gulosos. Atolados na lama e atormentados por uma tempestade fortíssima de granizo,gelo,neve e torrões de água suja,que caiam sem parar. Cérbero, o cão de três cabeças,meio cão,meio dragão com cauda de serpente, com apetite insaciável, arranha, esfola,esmaga,dilacera e esquarteja os espíritos dos gulosos. O prazer solitário da gula é ampliado no inferno, onde estes estão solitários na lama, sem falar com seus vizinhos. Em vida o prazer e o conforto de comer alegremente além dos limites é o desconforto de uma dolorosa chuva gelada, Cérbero representa a gula, o apetite sem limites.
(Filma eu, Galvão)

Quarto Círculo, Colinas de Rochas(Ganância)
Aqui estão os Pródigos e Avarentos. Suas riquezas materiais se transformaram em grandes pesos de barras e moedas de ouro que um grupo deve empurrar contra o outro e também trocarem-se injúrias, pois suas atitudes em relação à riqueza foram opostas.

Quinto Círculo, Rio Estige/Styx(Ira)
Na entrada para este círculo está uma cachoeira de água e sangue borbulhante e fervente cuja água era mais escura que roxa, a água desce algumas praias e forma um lago que se chama Estige, onde estão amontoados os acusados de ira, estão juntos com seus semelhantes que se batem e se torturam. No fundo do Estige estão os rancorosos que nunca demonstraram sua ira, eles não podem subir à superfície e ficam na lama do fundo do rio,soltando as bolhas que se veem na superfície. Flégias ,que incendiou o templo de [[Apolo]por este ter violado sua filha,vêm fazendo com sua barca a travessia do Rio Estige. Quando Dante e Virgílio fazem a travessia, Filipe Argenti, um nobre florentino, se agarra ao barco e fala com Dante, sendo depois puxado para o pântano pelo seus companheiros.
(Se isso fosse de verdade, eu percebo que cada vez mais eu vou me aprofundando no inferno, porque ue me encaixo aqui, na parte de avareza e ira (principalmente ira).

Sexto círculo, Cidade de Dite/Dis(Heresia)

Hereges e pessoas que não acreditavam em Deus.
A Cidade de Dite serve de divisão entre os pecados cometidos sem intenção (culpa) e os pecados cometidos conscientemente (dolo). É cercada por fogo, fossos profundos e por muralhas de ferro, sobre as portas da cidade estão mais de mil anjos caídos.

Sétimo círculo, Vale do Flegetonte (Violência)


No fim do sexto círculo há um alto precipício circular (de onde vem um terrível cheiro) que leva ao sétimo círculo, onde estão os violentos, que distribuem-se por três vales (ou giros). No canto 11 Virgílio descreve a justiça do inferno. O sétimo círculo é descrito do canto 12 ao canto 17, cada canto descrevendo um vale e o últimos três a cachoeira.


Primeiro Vale - Vale do Rio Flegetonte: O Rio Flegetonte é um rio de sangue fervente. Na sua margem estão algumas ruínas e o Minotauro de Creta, ainda na margem do rio, mais um pouco mais para frente, correm as filas de centauros, dentre eles destacam-se Quíron, Nesso e Fólo, os centauros estão armados com arcos e flechas, e atiram setas em todas as almas que se erguem do sangue mais do que lhe destinou sua culpa. Os violentos contra pessoas e seus bens, estão mergulhados no rio de sangue daqueles que oprimiram, quanto mais grave o crime, maior a parte imersa. Os tiranos mantém acima da superfície somente as sobrancelhas, eles atentaram contra a vida e contra os bens de suas vítimas, dentre eles está Alexandre, Dionísio, Azolino, Opizzo da Esti. Os assaltantes dentro do rio têm apenas o peito de fora, eles são punidos por terem praticado violência contra os bens de suas vítimas. Os homicidas só mantêm fora a cabeça. Também estão aqui Átila, Pirro e Sexto, Riniero de Corneto e Riniero Pazzo. É descrito no canto 12.

Segundo Vale - Vale da Floresta dos Suicidas: Os violentos contra si mesmos (suicidas) são transformados em árvores sombrias, para todo o lado estão gritos lamentosos, quando os pecadores chegam aqui e caem na selva, caindo onde o acaso os leve a cair, são transformadas em sementes, crescendo até tornarem-se árvores silvestres. "A folhagem não era verde, mais escura, os ramos não eram lisos, mas nodosos e torcidos, não frutos, mas espinhos venenosos". É onde estão os ninhos das Harpias citadas na Eneida, que se alimentam das suas folhas, causando dor e sangramentos nas árvores. Aqui também estão cadelas famintas correndo atrás dos esbanjadores, dilacerando-os. É descrito no Canto 13.

Terceiro Vale - Vale do Deserto Abominável: Os violentos contra Deus são condenados a um deserto incandescente, o areão, estéril e sem vida, é o oposto do mundo criado por Deus. Eles vivem em um mundo sem cor, sem conforto e sem esperança, é o mundo que desejaram ter quando em vida, rejeitaram tudo o que Deus lhes oferecera, preferindo dar maior valor às coisas materiais. Aqui chove chamas sobre terra arreenta, como chove neve nos Alpes. Aqui está Capâneo. Existem quatro tipos de violentos contra Deus: Blasfemadores, os violentos contra a Palavra de Deus. Intelectuais, os violentos contra o Espírito de Deus. Sodomitas, os violentos contra a Natureza de Deus. Usurários, os violentos contra a Sabedoria de Deus. É descrito no Canto 14.

Cachoeiras de Sangue: Aqui brota o rio Flegetonte, cujas águas passam pelo deserto e a floresta, suas margens são de pedra, Dante e Virgílio caminharam pelas margens para não se queimarem. A passagem para o próximo círculo, está no fundo do vale, sendo feita de pedra. Também no fundo está a cachoeira contida pelo dique do Flegetonte, o vapor do regato condensa-se por cima, salvando do fogo a água e as margens. Há uma multidão de almas que está ao longo do dique, dentre elas está Bruneto, que conversa com Dante, também estão aqui Guido, Tegghiaio Aldobrandi e Tiago Rusticucci. Dante e Virgílio montam no gigante Gerião para atravessar o rio de sangue e ir para o oitavo círculo. É descrito no Canto 15 , 16 e 17.


Oitavo círculo, o Maleboge(Fraude)
Este círculo chama-se Malebolge, é todo em pedra e da cor do ferro, assim como a muralha que o cerca. Aqui estão os fraudulentos. Este círculo está dividido em dez fossos(ou Bolgias), semelhantes aos fossos que defendem certos castelos, os fossos estão ligados entre si por pontes. É descrito do Canto 18 ao 30.


Primeiro fosso: Os rufiões e sedutores são açoitados por demônios. Eles exploraram as paixões dos outros, controlando-os para servir a interesses próprios. Aqui são eles que são levados, com chicotadas, a cumprir o desejo dos demônios. Aqui está Venedico Caccianimico e Jasão. É descrito até a metade do Canto 18.

Segundo fosso: Os aduladores e lisonjeios estão submergidos em um fosso de fezes. Em vida eles exploravam os outros ao tirar proveito de seus medos e desejos, sua arma é a linguagem fraudulenta, através de raciocínios falsos, que destroem a comunicação entre as mentes. Eles estão imersos na sujeira que deixaram no mundo. Aqui está Alessio Interminei de Lucca. É descrito a partir da metade do Canto 18, finalizando neste canto.

Terceiro fosso: Os simoníacos (traficantes de artefatos sagrados) estão enterrados de cabeça para baixo e suas pernas são assadas por velas. Esta é a punição aplicada aos assassinos de aluguel, pelas leis municipais de Florença. Os buracos se assemelham a fontes de batismo, os simoníacos, que perverteram a igreja, são "batizados" ao contrário, em vez de óleo, o fogo, aplicado aos pés. Vários condenados ocupam o mesmo buraco onde são empilhados, ficando apenas o mais recente com as pernas de fora. Aqui está o Papa Nicolau III, o maior simoníaco, fato demonstrado pela altura das chamas nos seus pés, inicialmente Nicolau confunde Dante com o Papa Bonifácio VIII, quando a confusão é esclarecida, Nicolau diz a Dante que prevê a condenação por simonia de Bonifácio VIII e do Papa Clemente V, um papa ainda mais corrupto. É descrito no Canto 19.

Quarto fosso: Os adivinhos têm a cabeça torcida,voltada para as costas, de forma que não conseguem olhar para a frente. É a punição por alegarem saber o futuro que somente Deus sabe. Aqui está Tirésias, Manto, Eurípilo, Miguel Scotto e Guido Bonatti. É descrito no Canto 20.
Dante e Vírgilio são atacados pelos demônios entre os fossos cinco e seis, no oitavo círculo do Inferno, Canto 21.

Quinto fosso: Os corruptos estão submergidos em um piche fervente, os que tentam ficar com a cabeça acima do caldo são atingidos por setas de demônios citados há abaixo. Em vida os corruptos tiraram proveito da confiança que a sociedade depositava neles, no inferno estão submersos em caldos, escondidos, pois suas negociações eram feitas ás escondidas. Os demônios e o significado literal dos nomes que habitam o quinto fosso: Malacoda (malvada cauda); Calcabrina (pisa neve); Alichino (asa baixa); Cagnazzo (focinho de cão); Barbariccia (barba crespa); Libicocco (libiano); Draghignazzo (dragão feio); Graffiacane (esfola-cães); Ciriatto (porcalhão); Farfarello (duende); Rubicante (vermelhaço) e Scarmiglione (Cabelo Bagunçado). A ponte que liga o quinto fosso ao sexto, conforme Malacoda explicou á Virgílio, desmoronou há mil duzentos e sessenta e seis anos, por isso, os demônios sob ordens de Malacoda, levam Dante e Virgílio por outro caminho que dá para o sexto fosso. Aqui está Bonturo e Ciampolo, que é pego pelos demônios fora do caldo, e engano-os dizendo que ia entregar outros companheiros que de vez em quando também ficavam fora do caldo, mais ainda consegue fugir dos demônios e mergulhar novamente no caldo, o que provoca uma briga entre os demônios, Ciampolo também revela a existência de Frei Gomita, os demônios depois da briga ainda perseguem Dante e Virgílio, responsabilizando-os pelo richa, mais eles conseguem antes de serem pegos ir para o sexto fosso, os demônios não puderam acompanhá-los, pois não podem sair do quinto fosso. É descrito no Canto 21 e 22, acabando no inicio do Canto 23.

Sexto fosso: Os hipócritas estão vestidos com roupas brilhantes, atraentes, porém pesadas como o chumbo, este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. No inferno, sentem o peso de seu falso brilho. Aqui estão os frades Catalano e Loderingo. É descrito do inicio do Canto 23 e acaba no inicio do Canto 24, onde Dante e Virgílio tem de escalar uma ruína que vai para o sétimo fosso.Nesse fosso esta Caiphás,o sacerdote que condenou Jesus,que fica crucificado sofrendo as mesmas dores que o Cristo sofreu.

Sétimo fosso: Os ladrões são mordidos por serpentes. Os ladrões têm seus corpos roubados constantemente por serpentes e outros répteis que os atravessam e os desintegram, roubando seus traços humanos. Aqui está Agnel (Agnello dei Brunelleschi), um nobre florentino que aparece inicialmente como uma alma humana, mas depois Cianfa dei Donati (um outro nobre florentino), se mescla com Agnel, Cianfa aparece pela primeira vez como um réptil de seis patas. Puccio Sciancato é outro nobre florentino. Puccio é o único que não se transforma em serpente durante a visita de Dante. É descrito do inicio do Canto 24 ao Canto 25.

Os maus conselheiros estão envoltos por chamas,oceanos de lava e uma tempestade de raios contínua. Em vida eles induziram outros a praticar a fraude. "O fogo que os atormenta também oculta os conselheiros da fraude, pois o pecado deles foi cometido escondido. E como pecaram com suas línguas, agora a fala só pode passar pela língua da chama furtiva". Aqui está Ulisses, Diomedes e . É descrito do Canto 26 ao Canto 27.

Nono fosso: Os semeadores de discórdias são esfaqueados pelas espadas de demônios . O demônio que os pune causa mutilações em partes do corpo representativas do tipo de discórdia que provocaram. Eles estão com as entranhas para fora, aparecendo seus estômagos, alguns tê a cabeça cortada. Existem três tipos de semeadores de discórdias: Criadores de cismas religiosos, instigadores de conflitos sociais e semeadores de desunião familiar. Aqui está Geri del Bello. É descrito do Canto 28 até o inicio do Canto 29.

Décimo fosso: Pecadores que cometeram qualquer tipo de falsificação, estão cobertos de lepra e sarna. "Em nossa sociedade, eles podem representar aqueles que falsificam remédios e comida, os que constroem prédios e casas com materiais de baixa qualidade e etc". Aqui são seus corpos que se tornam falsos, ao apodrecerem, cobrindo-se de lepra. Existem 4 tipos de falsificadores, sendo eles: Alquimistas,que tem uma sede abrasadora, Simuladores,que são atacados e tornados hidrópicos, Falsos,que são decapitados e Mentirosos,atacados por uma febre ardentíssima. É descrito do inicio do Canto 29 ao 30.

Nono Círculo, lago Cocite(Traição)
Os Gigantes obstruem a passagem do oitavo círculo para este, estão acorrentados em poços congelados, é a punição por em vida terem se revoltado contra Júpiter, os gigantes são: Nemrode, Efialtes, Briareu, Encélado, Egeon e Anteu. Anteu ajuda Dante e Virgílio a irem para o próximo círculo, carregando-os nas mãos e colocando-os lá. O Nono Círculo é o Lago Cocite, que está congelado, o lago das lamentações que fica no centro da Terra e é formado pelas lágrimas dos condenados e pelos rios do inferno que nele deságuam seu sangue. No Cocite estão imersos os traidores, representados por Lúcifer, o traidor de Deus, que aqui reside. Os traidores distribuem-se em quatro esferas diferentes, dependendo da gravidade da traição cometida. As esferas chamam-se: Caína, Antenora, Ptoloméia e Judeca. O Canto 31 descreve Dante e Virgílio descendo á este círculo, do canto 32 ao 34 é descrito o nono círculo .


Caína: É onde são punidos os traidores de seus parentes. Aqui as almas permanecem submersas com apenas o tórax e a cabeça fora do gelo. Seu nome tem origem no personagem bíblico Caim que matou seu irmão Abel por causa de inveja.

Antenora: Aqui são punidos os traidores de sua pátria ou partido político. As almas ficam submersas no nível do pescoço, com apenas suas cabeças fora do gelo. O nome foi tirado de Antenor, o príncipe troiano que traiu o seu país ao manter uma correspondência secreta com os gregos. Antenora e Ptolómeia são descritas no Canto 32 e 33.

Ptolómeia: Aqui são punidos os traidores de seus hóspedes. As almas estão presas no gelo do lago apenas com o rosto para fora de forma que, quando choram, suas lágrimas congelam e cobrem seus olhos. O nome origina-se do personagem bíblico Ptolomeu, onde o capitão de Jericó convida Simão e seus dois filhos ao seu castelo e lá, traiçoeiramente, os mata a sangue-frio: "pois quando Simão e seus filhos haviam bebido bastante, Ptolomeu e seus homens se levantaram, e sacaram de suas armas, e chegaram até Simão na sala de ceia, e o mataram, e seus dois filhos, e parte dos seus servos." Aqui está o Conde Ugolino della Gherardesca e o Arcebispo Rogério.

.Judeca: Aqui estão aqueles que, em vida, traíram seus mestres e reis. Eles sofrem intensamente por estarem submersos totalmente no gelo do Cócito, conscientes, para a eternidade. Aqui reside Lúcifer, também preso no gelo até o meio do peito, peludo, com enormes asas que possuem membranas como a dos morcegos no lugar de penas, provoca um vento sentido por toda a esfera, ele tem três cabeças e com cada uma delas, morde um dos três maiores traidores da história: Judas, Brutus e Cassio. O nome vem de Judas, o traidor de Jesus Cristo. É descrita no Canto 34, finalizando o Inferno.
 
 
 
 
 


Esse fim-de-semana joguei "Dante's Inferno", que me fez ficar curiosa sobre a Divina Comédia, que me fez pesquisar sobre o assunto, que me deu vontade de ler algo sobre.