terça-feira, 20 de dezembro de 2011

De quando eu vi um monte de gente morta.

Hoje eu conheci o laboratório de anatomia da Unicid. Minha namorada me levou lá. Ela me apresentou ao Johnny, um cadáver que tem lá, de cabelos lisos e curtos. Também me apresentou pra um cadáver de uma véia, umas pernas perdidas, uma caixa toráxica de criança e pra um defunto fresquinho que ainda estava no carrinho todo costurado.
Parecia tudo brinquedo. Dava vontade de pegar na mão, mas fiquei com nojo.
Meu sonho é um dia esbofetear alguém com um braço solto desses.
Essa noite sonhei umas coisas nadavê.
Sonhei que estava numa casa velha onde eu encontraria "o mistério da vida". O "mistério da vida" nada mais era que uma experiência de Gregory Mendel para achar a origem da vida. Eisa grande surpresa quando achei a descoberta num potinho, era uma coisa cor-de-pele-parda, muito parecida com papinha de bebê com uns pedaços de cebola. Aí aparecia um cientista sem rosto que dizia que todos os seres vivos do planeta tinham aquela coisa em comum, que aquilo nada mais ela que um monte de dna junto, que se você investigasse a fundo perceberia que toda a vida veio daquela massa pastosa. Aí eu falava "se eu soubesse que a vida veio de uma sopa de músculo batida no liquidificador, nem teria saído de casa". Daí eu peguei uma colher e estava prestes a comer a origem da vida quando o cientista "mas você vai comer isso daí mesmo?". Mudei de idéia. Nisso aparece o Chefe Chico (lembram-se da novela Chiquititas, que tinha o cozinheiro Chico?) e fala "ó, se você mudar de idéia, guardei aquela pasta de carne num pote dentro daquela caixa, só pegar e comer".
Aí eu acordei.

Chefe Chico

Falando em Chiquititas, quero compartilhar aqui o clipe que mais me dava vergonha alheia que eu já vi na vida.
Gente, era esse clipe começar a passar na TV que eu já começava a ficar com vergonha, começava a ficar vermelha e esconder a cara atrás de alguma almofada.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

sabe pai... às vezes eu queria que você prestasse atenção em toda a brevidade da vida e percebesse que invariavelmente você, eu, todos morreremos um dia, e que isso significa um adeus pra sempre. que nunca mais a gente poderá se falar nem se ver e que no máximo a gente vai dividir a mesma sepultura, mas só.
eu queria muito que você aproveitasse que nós dois estamos vivos ainda e que você parasse com essa mania feia que você adquiriu desde junho de fingir que eu não existo, só isso.

sem mais,
sua filha.
aquela que tinha 3 anos quando você viajou pra Itália, ficou um mês longe e toda semana você enviava um cartão postal pra minha mãe ler pra mim, e que hoje tem 22 anos e você ignora.

sábado, 22 de outubro de 2011

Sonho.

Essa noite sonhei que eu estava nas redondezas do metrô Itaquera dentro de uma lotação. Só que a lotação ainda ia demorar, então pedi um cigarro de maracujá (?) pra Fernanda e fui fumar lá fora. Só que o cigarro não era um cigarro, era um potinho de danone de maracujá. aí eu fiquei lá comendo o doce e de repente todos os meus amigos estavam lá comigo e eu estava fazendo todos eles experimentarem meu cigarro - no sonho eu falava que era o melhor cigaroo que eu já tinha fumado. Aí do nada a Triscilla vira e me diz "sabe porque isso aqui não faz sentido? Porque é tudo um sonho!" e de repente todos eles falavam coisas do tipo, me alertando que era tudo um sonho. aí eu acordei.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sabe.
Acho que não sei lidar muito bem com perdas.
Tenho sonhado muito com meu avô ainda, e às vezes eu esqueço de que essa saudade toda só tende a aumentar porque não tenho como matar a saudade dele.
Esses dias aconteceu de novo. Passou um carro por mim igualzinho o que ele tinha. Eu pensei comigo "será que é o nonno?". aí eu lembrei que não. Não era. Não tem como.
Aí que eu fui na casa dele esses dias. O sofá que ele costumava ficar deitado estava vazio. Por dois segundos pensei "acho que ele está no quarto". Não. Não tem como.

Eu sei que faz parte da vida morrer e tal. Mas sei lá, é complicado pra quem fica.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eu não sabia que era triste porque até então eu não tinha uma boa noção do que era ser feliz de verdade.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cara, veja só como a minha vida é emocionante. Sai com a minha namorada pra dar um rolê maroto pela região da Paulista, sentamos na praça em que eu costumava meter chifres no ex, ficamos lá conversando e de repente eu tenho ataque de tosse tão forte que o que acontece? Eu acabo vomitando chocolate com pão de queijo (pensa no CHEIRO dessa mistura) na minha própria mão. E ela viu tudo.
A sorte é que ela é enfermeira e está acostumada com esse tipo de nojeira. Ela foi toda linda e segurou a minha mão (A LIMPA) e foi comigo até o banheiro mais próximo pra eu me recompor. E disse assim que não liga. Ela é uma linda. Amo essa guria. 

Aí eu fui, me recompus e a gente voltou à praça do chifre. Tarra lá exalando amor por ela e ela por mim quando um HOMEM nojento decrépito e bêbado, sendo a cara do Seu Madruga, sendo banguela e sendo porco, sentou ao nosso lado e começou com um papinho ébrio de que homem dá uma sensação a mais, que homem faz falta, e, pasmem, que ele queria muito participar.
Olha, eu acho muita auto estima um mendigo fedorento, pobre e banguela chegar em duas moças de beleza considerável e de certa forma bem apessoadas e propor uma coisa dessas, ainda falando que poderia levar a gente ás nuvens.
Gente, olha, na boa, já experimentei "homem" (no sentido físico da coisa) e achei assim que é melhor ver o filme do Pelé mesmo. 
E veja só como a vida é linda, minha gente. Depois de ter sido brindada por palavras tão lindas e romãnticas como "quero ficar em cima de vocês", quando eu mandei o senhorzinho ir cuidar da mulher e dos 2345532 filhos dele, quando disse que ele estava sendo um porco desagradável e nojento, o papo mudou e de repente eu virei a puta sem vergonha e vagabunda. Resultado: fui jurada de morte por um véio alcoólatra e tarado.

Beijo pra você que me assiste.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Essa noite sonhei duas coisas estranhas.
Primeiro sonhei que estava na minha antiga casa. Eu, minha namorada, o Superlindo (menino que entrou na Universidade junto comigo), a moça que trabalha na seção de materiais e mais uma outra pessoa que não sei quem era. Aí do nada o Superlindo acendia um CHARUTO de maconha, fumava e passava pra mim. No que eu dava um pega, meu irmão aparecia. O engraçado é que no sonho ele tinha uns 16 anos, e não 27 como agora. Aí ele abaixava ao meu lado e falava "você não precisava ter apelado pras drogas, você podia ter conversado comigo". Fiquei comovida. Aí perguntei se ele ia contar pra nossa mãe e ele disse "mas é lógico". Aí fiquei putíssima e disse que era exatamente por isso que eu não confiava nele pra contar as coisas da minha vida.
Fim do sonho 01, começo do sonho 02.
Sonhei que estava esperando pra atravessas a avenida aqui pra chegar na Universidade, só que estava de noite. Aí nisso passa meu finado avô. Eu o reconheci e disse "NONNO?!?" e ele "ah, você me reconheceu". Não sei dizer direito o desenrolar da história, mas sei que eu dei um mega abraço nele no sonho e disse "eu não vou contar pra ninguém". No sonho eu descobri que na verdade meu avô não tinha morrido coisa nenhuma, era tudo um plano dele pra fugir da família. Compreensível. Sei que acordei toda feliz, mas aí a realidade me deu um soco na cara e eu lembrei dele deitado com aquele monte de rosas vermelhas em volta (ODEIO ROSAS VERMELHAS), lembrei das pessoas fechando o caixão. A última imagem que eu tive do meu avô foi essa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Música velha mas tá valendo



"She's got a smile that would make the most senile
Annoying old man bite his tongue
I'm not done
She's got eyes comparable to sunrise
And it doesn't stop there
Man I swear
She's got porcelain skin of course she's a ten
And now she's even got her own song
But movin' on
She's got the cutest laugh I ever heard
And we can be on the phone for three hours
Not sayin' one word
And I would still cherish every moment
And when I start to build my future she's the main component
Call it dumb call it luck call it love or whatever you call it but
Everywhere I go I keep her picture in my wallet like here"

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Hoje ela achou o primeiro fio de cabelo branco na minha cabeça.

"Será que o tempo passou pra ela também?"
"Ela sabe. Sabe o quão linda é pra mim, sabe sua importância em minha vida, sabe que isso é amor. Sabe que eu a amo. Ela sabe de tudo."

=B

É por isso que a gente rái casá.

sábado, 10 de setembro de 2011

Essa noite sonhei que tinha uma bomba dentro do meu sexto livro do Harry Potter, aí eu ligava pra polícia pra avisar e aí quem atendia era uma dessas atendentes semianalfabetas de telemarketing que falava "sabe quando a polícia vai aparecer aí? NÉVA!". Aí eu me revoltava e começava a comer um monte de sanduiche que tinha em cima de uma mesa,e mas era um monte mesmo, então eu chegava pra minha tia, chutava a porta da cozinha e falava QUAL É O SEU PROBLEMA COMIGO?

E fim, acordei com o telefone, pra variar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

"Deveria chamar-te claridade
Pelo modo espontâneo
Franco e aberto
Com que encheste de cor meu mundo escuro"

V.M.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"A felicidade é tipo fazer xixi nas calças: todo mundo vê mas só você sente o quentinho".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

F foi zoada por um menino da igreja.
M¹ foi zoada por um moleque ainda no começo da puberdade.
M² foi zoada por um bebezão babão.
P foi apaixonada por uma menina com olho de vidro.
A tomou perdido de uma menina com cara de feijão.

Sabe, só acredito porque eu vi.
Hoje encontrei a mulher feia da lotação de novo. Ela estava mais verde que de costume. Não mantive muito contato visual, só o suficiente pra ficar de mau humor.
Hoje saí FUGIDA do trabalho só pra ir namorar. Me senti com 16 anos de novo. Aproveitei que estão pintando a doce sala da contabilidade e de repente eu SUMI daquela universidade. Fiquei esperando o trem atrás de uma pilastra para não ser vista.
Não me arrependo não.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"When I hold her in my arms,
You know she sets my soul on fire.
Oooh, when my baby kisses me,
My heart becomes filled with desire.
When she wraps her lovin arms around me,
About drives me out of my mind.
Yeah, when my baby kisses me,
Chills run up and down my spine."

______________


Fico apaixonada e não sei falar de mais nada, beijos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E eu que sonhei que "ela" tinha nascido "ele"? Gente, foi assustador.
Preciso parar de ler antes de ir dormir notícias de transsexuais que deram a luz.

domingo, 31 de julho de 2011

Aí sabe quando tá tudo tão legal e perfeitinho e do jeito que você sempre imaginou, que você até tem medo de comentar com medo de estragar?

Ou, sei lá, acordar do sonho.

sábado, 30 de julho de 2011

O mesmo perfume na tua pele é melhor
O mesmo vestido na vitrine não fica tão bem
quanto em você...





Parcimônia, parcimônia.
SHE'S
SO 
FUCKING
AWESOME.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Essa noite sonhei com um cara que eu não vejo há 3 anos. Ele estudava no CNA comigo e ele era a personificação da babaquice masculina. Sonhei que ele chegava perto de mim sem camisa e de chinelão e falava "minha nooooooiva". Aí eu entrava num carro e fugia dele, e acabava batendo no portão da minha casa.

Fim.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Hoje encontrei a menina feia no ponto de ônibus de novo. Primeiro pensamento: SO WE MEET AGAIN. Depois me perguntei se ela algum dia imaginou que alguém prestaria tanta atenção ao fato dela ser feia pra ela acabar virando assunto recorrente em um blog encardido.
Hoje ela tava de calça jeans azul escura com a mesma bota de psy e uma camiseta de manga longa colada, preta com detalhes vermelhos. MUITO ROCKEIRA MALIGNA DO MAL OF DOOM. Acho que ela tem miopia, porque aqueles oclinhos dela deixam ela com cara de desenho mal feito de criança do pré.
__________

Triste é você ir no restaurante universiotário, comer aquela comida meio emperdigante, com uma salada que é a definição da amargura, com uma carne que não dá pra definir de qual ser morto veio,  com suco de desinfetante, e um cara de uns 22 anos de camisa com os três primeiros botões abertos, aquele peitinho masculino magricela todo coberto de pelos e ele lá chupando os dentes, pigarreando, tossindo com catarro, arrotando, e te dando umas olhadinhas de relance como quem busca aprovação. Sad sad sad.
E a gelatinha tava com cheiro de bunda.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Essa noite sonhei com várias crianças com Síndrome de Down. Depois sonhei que pegava um elevador num saguão de mármore (já sonhei com ele antes) e que eu estava no 9º andar. Aí de repente eu estava na parte de baixo do prédio onde meu avô (veja que curioso, o apartamento era dele e a família sempre o chamou de nonno) morava, só que era um lugar muito movimentado, então eu fiquei deitada em um colchão enorme e branco em cima do muro do prédio e uma outra pessoa que eu não quero citar o nome estava deitada ao meu lado, só que se eu tentava sair do colchão, ela quase caia junto, até que ela me deu um baita chutão e eu voei direto pro chão. Subi pro apartamento de novo e peguei minha avó (a outra avó) sentada no chão contando pra mesma pessoa que estava comigo segundos atrás como o meu ex era um rapaz controlado que sabia o que fazia com a vida, aí eu fiquei muito puta da vida com ela e gritei "controlado? ele não sabia guardar um centavo do dinheiro dele, gastava tudo em porcaria e não tinha metas pra nada". Aí apareceram mais crianças com síndrome de down, tinha pelo menos umas 5 alí, e o ambiente estava bem amarelo e vermelho e eu gritei "AFF MANO, PRA QUE TANTA CRIANÇA?". De repente eu estava em casa, aqui onde eu moro, quando ouvi um barulho na cozinha e saí gritando "HÁÁÁ" pra espantar seja lá quem fosse, mas acontece que era meu pai. na verdade, eu sabia que era meu pai pelos xingos dele, mas tudo o que eu via era uma garrafa de vodka Smirnoff. Aí ele xingava e eu fui pro banheiro, e comecei a olhar pela janela, e essa janela me mostrava alguns telhados com neve, uma placa escrito DANGER, alguns corvos e um prédio enorme de tijolinho, bem do suburbio de Londres. E eu ouvia uma musiquinha de piano que eu não consigo dizer se já existe ou não. Aí beleza. De repente eu estava em cima de uma carroça na Tailândia, numa rua de comércio, mas na verdade era o meu quintal. E eu usava uma mangueira d'água como propulsora da minha carroça. Aí quando eu chegava num portãozão de ferro, eu voltava o caminho todo e tinha que enolar a mangueira usando uma roldana e uma manivela. Enquanto isso, Charlie Sheen em pessoa dizia "um cara que diz isso pra uma mulher deveria apanhar e ficar em coma por algum tempo, dez minutos, dez anos, seria como se cada dia da vida dele durasse cinco dos nossos" e mais um monte de sandice. Então eu ia enrolando a mangueira, só que a mangueira começa a ficar larga, muito larga, e de repente eu tinha que dobrar ela de lado em 2 ou 3 pedaços.

Aí eu acordei.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Orange - um post meio alcoólatra, quem sabe.

Não lembro em qual ocasião eu conheci aquele boteco na esquina da Alameda Santos com a Consolação, mas foi pelos idos de 2008. Aquele boteco viu de um tudo na minha vida. Viu eu namorar uma das pessoas que eu mais gostei na minha vidinha medíocre, viu quando eu tomei o pé na bunda mais estranho da minha vida, viu quando eu conheci a pessoa que mais me decepcionou mas que mesmo assim teve muita importância pra mim, viu no mesmo dia eu conhecer a pessoa por quem eu fui levemente apaixonadinha por um bom tempo, viu eu me enfiar em Nárnia por falta de opção, viu meus velhos amigos, viu amigos novos, viu quando eu fui liberta de Nárnia, viu quando eu fiz um tour por lá de mais ou menos um ano e fui expulsa por Aslam, viu eu sentar e reclamar da vida até deixar todo mundo na mesa incomodado e finalmente ontem ele me viu reencontrar uma pessoa que há quatro anos eu tinha perdido o contato e que é mais louca que eu e que é, pessoas loucas às vezes podem tentar, vai que funciona.



E a melhor parte é que ela não come a minha cara e nem me deixa com a face toda lambida depois de umas bitocas. E ela tem cabelo escuro e compridão e eu poderia ficar horas enroscada alí. E ela é cheirosa. e ela curte uns metal do capeta. E ela faz gultural. E ela imita um travesti que tem a voz da Marília Pêra. E ela fica com raiva quando eu faço voz cavernosa e a chamo de A CRENTE por causa do cabelo, e ela mora perto de casa e ela é enfermeira e conversa sobre nojeiras comigo, tipo sobre tamponação de cadáver. E eu tô muito, muito bicha nesse momento e eu nem sabia que eu era capaz disso ainda.




=3

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se todas as pessoas que você inventou de namorar são escrotas, perceba: o problema não está nelas e sim em você.
O mesmo para amizades.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Responder com "tudo ÓTIMO" a pergunta "oi, tudo bem com você?" feita por alguém que te feriu algum dia na sua vida com "tudo ÓTIMO" é quase que você dizer pra pessoa (tom desesperado, por favor) "NÃO, EU NÃO TO BEM E TUDO DE RUIM QUE VOCÊ ME FEZ AINDA ME ATINGE MAS CLARO QUE EU NÃO QUERO QUE VOCÊ SAIBA DISSO, QUERO QUE VOCÊ VEJA COMO EU TÔ BEM, COMO TUDO NA MINHA VIDA MELHOROU DEPOIS DAQUILO E COMO AGORA EU ESTOU SEGURA DE MIM E INABALÁVEL."

É o equivalente a passar perto de algum ex e fazer questão de dar risada e jogar a cabeça pra trás, parecendo feliz e contente, como se terminar o namoro tivesse sido a melhor coisa que aconteceu na sua vida.
Mesmo que tenha sido, com essa atitude você só vai pagar de desesperado, de penoso e o mais estúpido: de magoado.

Sou adepta do "eu tô bem". Só. Mesmo que tenha morrido toda a sua família. Mesmo que seu melhor amigo tenha comido sua namorada e engravidado ela. Mesmo que você esteja desempregado.
MESMO QUE TUDO DE RUIM DO UNIVERSO TENHA ACONTECIDO.

A vida já vai te humilhar de tantas formas que é preciso se ajudar pra não ser mais rebaixado ainda.
E lembre-se: NINGUÉM SE IMPORTA.

domingo, 17 de julho de 2011

Essa noite eu sonhei que conversava infinitamente com uma pessoa no facebook.
A noite inteira no facebook.


Patético.
Ela: Vou fazer inveja nele, vou sambar na cara dele.
Ele: Não te imagino sambando.
Ela: Só mentalmente. Mentalmente sou rainha de bateria até.
Ele: Antigamente meus pais tinham um bloco de carnaval e eu já fui rainha... acho que foi aí que começou esse negócio de se fantasiar.
Ela: deixa eu ver se entendi: seus pais tinham um bloco de carnaval e você já foi a RAINHA?
Ele: Já... era carnaval pô. É óbvio que essas fotos estão numa pasta com senha num lugar remoto do meu computador.
Ela: tá lá de peruca loira travestido de cristina aguilera em cima de um trio elétrico mandando beijo pra galere.
Ele: Exatamente, toda sensual, sambando em cima do jeep, porque é precário, não tinha trio elétrico.



Tô rindo disso faz uns 20 minutos ininterruptos.
Nova meta: SAMBAR NO CARNAVAL EM CIMA DE UM JEEP COM UMA PERUCA LOIRA MANDANDO BEIJO PRA GALERE.

Só pra eu não esquecer das promessas de rolê: Praia, Florianópolis e Carnaval.




sábado, 16 de julho de 2011

Essa noite sonhei que eu estava com o resultado de um exame de fezes nas mãos. Acho que o exame era meu. E o resultado era que eu tinha pelo menos uns 4 vermes diferentes no intestino. Aí de repente eu tava em casa com uma caixa de camisa nas mãos e dentro dessa caixa tinha um monte de fotos antigas da minha família. Fotos com meu avô sorrindo, fotos dos meus primos tudo criancinha ainda, fotos e mais fotos velhas.
De repente eu tava num lugar que parecia uma colina, tinha muita grama e muitas flores azuis, amarelas e vermelho escuro. E o sol estava se pondo. E eu estava lá conversando com alguém que eu não sei quem era mas eu conhecia muito bem no sonho.

Aí o telefone tocou e eu acordei.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Meu almoço hoje vai ser uma salada de post it temperada com Rinosoro. Acho que tenho uns sachês de sal na mochila, tudo sujo e manchado de anelina (não pergunte). Deve ajudar no tempero.

Pistoleira

Hoje eu sai atrasada de novo mas pelo menos tomei café da manhã. Lembrei que esqueci o dinheiro do almoçoe agora passarei fome até umas 18h, bacana. Mas o que eu queria falar é que hoje eu tava lá no ponto de ônibus esperando o Jd Verônia e nisso chegou uma mulher lá no ponto que nossa, viajei muito por causa dela. Ela não era bonita nem muito jovem. Viajei por causa das pernas dela. Ela tinha  as pernas arqueadas. Muito arqueadas. Sabe pinça de arrancar sobrancelha? Tipo aquilo. Olhei ela descendo a rua e fiquei imaginando ela vestida de cowboy americano, sabe, calça com aquela coisa de couro franjada por cima, botas, a cara suja de terra, camisa e colete. Uma pistola de um lado da cintura e um laço do outro. Um matinho na boca e esporas na botina. Imaginei ela chegando no cobrador e falando com voz de Billy The Kid "passa na sisribero?" enquanto punha as duas mãos no cinto e uma perna no degrau, toda marrenta.
No meio das pernas dela tinha um espaço certinho pra encaixar um cavalo.
A Pistoleira mais rápida da av. São Miguel.

domingo, 10 de julho de 2011

I'm just a little person.




I'm just a little person,
One person in a sea
Of many little people
Who are not aware of me.

I do my little job
 
And live my little life,
Eat my little meals
(...)

And somewhere, maybe someday,
Maybe somewhere far away,
I'll find a second little person
who will look at me and say:

"I know you
 
You're the one I've waited for.
Let's have some fun."



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Beijos pra quem é oficialmente funcionária pública agora.
Sem mais.
"Não é verdade que você começa a vida como uma criancinha crédula sob a proteção paterna? E então chega o dia da indiferença, em que o cara descobre que é um desgraçado, um miserável, fraco, cego e nu, e com a aparência de um fantasma fatigado e fatídico avança trêmulo por uma vida de pesadelo."


-Jack Kerouac

domingo, 3 de julho de 2011

Tudo que eu preciso escrever aqui é que eu ganhei duas rosas vermelhas hoje e ó, achei lindo.
Salvaram meu domingo.
Essa noite sonhei com um ataque zumbi. Os zumbis eram esquisitos. Normais demais, aliás. Eles só eram meio acinzentados, andavam devagar e não forçavam as portas, só ficavam parados em portas e janelas olhando pra dentro com a cara colada nos vidros. Aí eu sonhei que estava eu e minha mãe (que no sonho era eu também). Aí a gente invadiu a casa de uma mulher com filho pequeno e roubou o trailer dela e saiu em disparado em direção a um shopping, e eu falava pra minha mãe "mãe, se aparecer algum no caminho atropela sem dó!". Chegamos ao shopping e eu acordei.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Essa noite sonhei com trezentas coisas mas me lembro pouquíssimas.
Sonhei que eu estava no velório do meu avô e do nada ele levantava do caixão falando "vocês estão esquentando a cabeça a toa" e começava a pedir satisfações do que a família andava fazendo com as coisas deles. Depois eu sonhei com a Cãmila, sonhei que ela conversava um super papo filosófico comigo enquanto fumava um longo cigarro na piteira. Acho que era Derby longo, bem de pomba gira mesmo.

UPDATE: Os musicais contagiando a galere:

Lubaluba: (...) Sonhei que você tinha me chamado pra gente beber um chopp,só que aí eu começei a gritar loucamente " NO, NO! I CAN'T! I'M JUST A LITTLE CHILD ! TOO YOUNG! NO, NO PLEASE !" e saía correndo. Nisso você cantava 'don't cry for me argentinaaaaaaaaaaaa' e então se ajoelhava no chão e a imagem ia ficando azul e depois ficava tudo preto e acabou a historia. Depois sonhei com jacarés.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Essa tarde eu sonhei cm um cocô.
Um único cocô.
Sério, tô ficando com raiva de dormir, só sonho com porcaria.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Essa noite eu sonhei que eu tinha um camelo de estimação. Ele fazia cocô no formato de abacaxi em rodelas e o xixi dele parecia uns torrões de mel. E eu tinha que limpar tudo porque a pessoa que eu namorava no sonho ia dormir em casa e o camelo tinha mijado e cagado tudo. Engraçado que eu gostava pra caramba da pessoa no sonho mas nem a conheço na vida real.

Ai fui ver aqui nas internets o resultado e tudo, o camelo, o abacaxi e o mel, indicam dinheiro, fartura e prosperidade.
Beleza então.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ontem fiquei sabendo que um amigo de classe dos tempos de colegial faleceu. Ele foi atropelado por um caminhão enquanto atravessava uma rodovia em Mogi. Ele tinha 22 anos, estava noivo e estava super feliz não somente pelo fato do noivado como também por ser aluno das Forças Aéreas.
Claramente ele gostava de estar vivo, gostava bastante da vida, mas acabou.
Aí eu lembro de algumas pessoas que eu conheci durante a minha vida e só consigo sentir uma pontada de desgosto. Tanta gente não dando valor pra vida que tem,reclamando de boca cheia, enquanto quem realmente gosta de estar vivo morre.
É tudo bem injusto, sabe?
A pessoa reclama da vida, do trabalho, da vida amorosa, dos amigos, da família, mimimi mimimi mimimi. Porque Deus não tira a vida de gente assim logo e deixa quem está interessado viver?

Enfim.

Descanse em paz, Samuka.

segunda-feira, 13 de junho de 2011


"Meu amor só tem uma vida
se ela partir, será para sempre...
sem ela não posso viver 5 vidas, pois a amo loucamente.
Me suicidei por sofrimento, outra vez para conquista-la.
acabei com o resto de minhas vidas, achando que me amava.
mas depois do que vi, do que senti...
mas uma vez estou aqui, no prédio onde tudo começou...
agora com uma única vida e sem esperança de um amor!"

-Um comentário naquele clipe do GRAM que todo mundo conhece, da música "Você pode ir na janela".

domingo, 12 de junho de 2011

"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece..."

terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje meu professor disse uma coisa que eu não havia reparado em relação ao discurso do Bolsonaro.
O discurso do Bolsô é mais ou menos assim (vamos ilustrar):
-AAAAH, O MOLEQUE DE CINCO ANOS TÁ DESMUNHECANDO? TEM QUE APANHAR MESMO, IGUAL EU APANHEI.

Agora pare (e pegue no bumbum) e leia de novo:
TEM QUE APANHAR IGUAL EU APANHEI.
Ai leia a frase inteira:
O MOLEQUE DE CINCO ANOS TÁ DESMUNHECANDO? TEM QUE APANHAR IGUAL EU APANHEI.

Pensa um pouquinho.
Será que ele apanhou muito quando desmunhecava aos cinco anos e por isso faz todo esse escândalo contra os gays? Sabe, eu tenho a  teoria de que quando a pessoa é enfiada em Nárnia à força e é privada pela enorme mão opressora, seja da família ou da sociedade ou da religião, ela cresce e tenta descontar em quem não foi forçado a conhecer os domínios de Aslam. É como se a liberdade de poder ser o que se é de verdade esfregasse na cara dele tudo o que ele podia ter vivido e não viveu por estar amarrado à idéias conservadoras.

Vamos ilustrar com um exemplo babaca. Você quer ter o cabelo moicano azul. Aí vivem te falando que isso é coisa do capeta, que isso não é coisa de gente decente, que isso não é coisa de gente de família. Aí pela frustração de não poder ter o cabelo azul COMBO você crescer com idéias enfiadas na sua cabeça de que ter cabelo azul é um atentado à moral e à família, você começa a odiar quem teve a liberdade de ir lá e fazer o tal moicano azul.



sábado, 4 de junho de 2011

Aí você diz pra uma pessoa que duvida que ela vá te encontar vestida de Bin Laden. DU-VI-DA.
E a pessoa vai te encontrar realmente vestida de Bin Laden enquanto sua amiga deixa tocando no celular a música BIN LADEN DO AMOR.

uashauhaushaushuahs

Nunca mais eu digo DU-VI-DO pra essa pessoa.

Mentira, já tô pensando no próximo desafio.

domingo, 22 de maio de 2011

Essa noite eu sonhei que morria. Sonhei que um meteoro estava vindo na direção da Terra pra dizimar todo mundo. Sonhei que enquanto eu o via dentro da atmosferaz, eu ligava pra minha mãe e dizia que a amava. Aí o meteoro atingiu a Terra e eu vi a onda de fogo e destruição vindo muito rápido na minha direção até me atingir. Aí tudo ficou escuro e eu pensei algumas coisas:
-É agora que eu descubro se existe vida após a morte mesmo;
-Então morrer é assim?
-Dizem que o cérebro ainda fica vivo quatro minutos antes da morte total...
Aí eu comecei a ficar sem ar e sentir uma dor enorme na jugular. Respirar estava difícil.
Aí veio o silêncio.
Aí veio uma voz falando "abra os olhos".
abri e eu estava na minha casinha, toda tranquila, na minha cama, enrolada no meu cobertor azul. Mal conseguia me mexer.

Então morrer deve ser isso. Um incômodo, um escuro, um silêncio e "abra os olhos", acabou.

Mas confesso que acordei na dúvida se estava mesmo viva ou se morri e não percebi.
Sabe, se tem uma coisa que eu espero nunca esquecer é de quando eu era criança, bem pequenininha, e a gente jantava e enquanto minha mãe arrumava a cozinha, meu pai colocava o disco dele do Johnny Rivers e eu ficava sentadinha ao lado dele ouvindo. Eu sempre pedia pra ele colocar o disco vermelho do homem bonito e era esse do Johnny.
E se tem uma música que me lebra desses dias é a "it's too late".

Sinto muita saudades daquele tempo quando eu não entendia como a vida era e tal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sonho

Essa noite sonhei que caminhava no cruzamento da Rua Augusta com a Alameda Santos numa manhã fria quando uma moça me chama e me pede o isqueiro emprestado. Ela era simplesmente a moça mais incrivelmente linda que eu já vi na minha vida inteira. Meio ruiva, olhos castanhos, magérrima. Parecia a irmã do Dexter (do seriado, e não do desenho), só que mais cheinha de carnes. Aí eu emprestei o isqueiro e pedi um cigarro pra ela, ela acendeu e me deu um de uma marca chamada Phil-alguma-coisa. Acendi e comecei a conversar com ela e quando vi a gente estava SUPERAMIGA. Aí ela veio falando sei lá o que e quando eu vi eu tava num motel com ela, tinha até lareira lá, e a gente ficou somente conversando. Aí ela me contou que era, na verdade, prostituta, e veio querendo fazer coisas comigo e eu disse para ela parar que eu não queria. então a gente foi atrás de um cara (por algum motivo). Avistamos o Rodrigo Santoro, mas ele não quis então quem acabou indo com a gente pro motel? Alexandre Frota. Voltamos pro motel e continuamos conversando nunca que começava a putaria porque por algum motivo eu não queria fazer essas coisas com ela. Aí perguntei quanto tava o programa só pra perguntar e ela disse que até o momento tinha dado 17 reais, e disse que cobrava barato poque não podia ficar até tarde na rua. Então de repente eu tava na minha cama, coberta, e passa a Fernanda, entra no quarto e começa a fuçar meus armários. Ela me vê falando ao telefone e tenta puxar minha coberta e eu começoa gritar "pára fernanda, eu tô pelada!" aí ela puxa e me vê peladinha da cintura pra baixo (estranhamente pelada = calcinha bege no meu sonho). Aí ela fala "explica" e eu começo a contar da mulher mais incrivelmente linda do mundo que na verdade era prostituta e que eu estava apaixonada. Aí ela, em tom jocoso, vira e diz 'apaixonada por uma prostituta, Mariana?" e eu continuo "eh, a gente já foi até pra um motel, a gente queria levar o Rodrigo Santoro junto mas só tinha adivinha quem pra ir com a gente?" Nisso ela olhou pra trás e o Alexandre Frota estava vindo na nossa direção vestido com o terno do Coringa desse filme novo do Batman. Então ela disse "eu não vou nem comentar".
O resto do sonho eu já esqueci, mas eu escrevi le de manhã, quando chegar em casa posto o resto. Si que envolvia um carro e olha lá.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SONHEI QUE...

Essa noite eu sonhei que eu era o Kurt do Glee. Sonhei que estava andando na rua e de repente soltava um peidinho e me cagava. Aí eu ia andando na rua (era a Broadway) e todo mundo torcendo o nariz pra mim, até que chegou o Mr Schue (o professor) e diss "Kurt, voce tá todo cagado".  Daí eu corria pra um banheiro e olhava as minhas calças no espelho e tinha uma mancha marrom pastosa em forma de um círculo perfeito.

fim

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Existe uma ENORME diferença entre SONHAR e FAZER PLANOS.

domingo, 8 de maio de 2011

E minhas próprias coisas eram tão más e tristes, como o dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, apesar de nunca ser o suficiente. A bebida era a única coisa que não deixava o homem ficar se sentindo atordoado e inútil o tempo todo. Tudo mais te pinicando, te ferindo, despedaçando. E nada era interessante, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses putos pelo resto de minha vida, pensava. Deus, eles todos tinham cus, e órgãos sexuais e suas bocas e seus sovacos. Eles cagavam e tagarelavam e eram tão inertes quanto bosta de cavalo. As garotas pareciam boas à distancia, o sol provocando transparências em seus vestidos, refletido em seus cabelos. Mas chegue perto e escute o que elas tem na cabeça sendo vomitado pelas suas bocas. Você ficava com vontade de cavar um buraco sobre um morro e ficar escondido com uma metralhadora. Certamente eu nunca seria capaz de ser feliz, de me casar, nunca poderia ter filhos. Mas que diabo, eu nem conseguia um emprego de lavador de pratos.

Talvez eu pudesse ser um ladrão de bancos. Alguma porra. Alguma coisa flamejante, com fogo. Você só tinha direito a uma tentativa. Por que ser um limpador de vidraças?

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Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

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Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.
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Não há nada a lamentar sobre a morte, assim como não há nada a lamentar sobre o crescimento de uma flor. O que é terrível não é a morte, mas as vidas que as pessoas levam ou não levam até a sua morte. Não reverenciam suas próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão cheias de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Esquecem logo como pensar, deixam que os outros pensem por elas. Seus cérebros estão entupidos de algodão. São feios, falam feio, caminham feio. Toque para elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouví-la. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada para morrer.
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Gosto de olhar os meus gatos, eles me acalmam. Eles me fazem sentir bem. Você sabia que os gatos dormem 20 das 24 horas do dia? Não se admira que tenham melhor aparência do que eu. Na minha próxima vida, quero ser um gato. Dormir 20 horas por dia e esperar ser alimentado. Sentar por aí lambendo meu cu. Os humanos são desgraçados demais, irados demais, obcecados demais.
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Tudo do Bukowski.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Segundo luto em menos de um ano.

Desculpe-me se essas palavras sairem sem sentido nenhum, estou com muito sono e cansaço mental e físico, então provavelmente muita coisa aqui não fará sentido.
Hoje, sexta-feira, seis de maio de 2011, às 00:15, meu avô ~o nonno ~ faleceu. Depois de ficar cerca de dois meses pra mais internado na UTI. A doença que o levou da família foi a cirrose combinada com complicações das diabetes, vesícula e mais um monte de coisa que eu nem sabia que existia.
Ontem, quinta, saí da aula, almocei e fui direto pro hospital fazer uma visita. Eu entrei no quarto dele e já senti um aperto conhecido no peito. Ele me lembrou muito meu padrinho que faleceu ano passado. Eu segurei sua mão e fiquei alguns longos minutos com ele lá. Na minha vida inteira eu nunca tinha feito isso. Eu não sou muito de abraços ou contato físico, bem como todos em minha família. O que acontece é que ele se acalmava quando ele sentia alguém lá com ele. Minha avó entrou no quarto mais tarde e pegou a outra mão dele, e repetia que ele não estava sozinho e que ela não sairia do lado dele.
Pausa.
Acho tão surreal como essas coisas são. Sabe, ficar com uma pessoa apesar de tudo. 55 anos de casados e minha avó continuava o amando muito. Todos os dias que ele passou no hospital lá estava ela ao lado dele.
Fiquei pelo hospital das 15:30 até às 22h. Entrava no quarto, conversava com ele sem saber se ele me ouvia ou entendia, e saia para dar lugar a quem queria vê-lo.
Pausa. Só familiares, e nem todos. Como ele mesmo disse quando estava vivo: 'amigos cadê?". Nenhum presente no seu leito de morte.
Quando eu vim pra casa, cheguei por volta das 23h. fiquei me distraindo na internet. Meia-noite e tanto o celular da minha mãe toca. Se tem uma coisa que me dá agonia é celular de qualquer um dessa casa, menos o meu, tocando depois das 23h. Porém de alguma forma eu já sabia. Veio a notícia. É, ele falecera.

De todas as coisas tristes que eu já vi na vida, uma que com certeza marcou na minha mente hoje foi meu avô já sem vida naquela cama. E nenhuma alma teve a bondade de tirar minha avó de perto, só eu. Ela chorava copiosamente e pedia que ele cumprisse a conversa de levá-la logo para que ela fizesse companhia pra ele.
Eu me ponho no lugar dela. ano passado o filho mais velho foi levado pelo câncer. Nove meses depois, período em que a vida se forma dentro de um útero, a morte se fez presente em sua vida novamente e levou o seu marido de tantos anos. O meu nonno. O meu nonno de cabelinho branquinho, todo gordinho narigudinho.
Sabe, ele lutou pela vida. Dava pra ver em pequenos atos. Ele, por exemplo, nunca foi de comer nada branco com aparência de leite. Ele morria de nojo, mas era um nojo assim absurdo. Não comia iogurte, mingau, nem nada que não fosse meio escuro. Nas últimas semanas ele estava tomando tudo isso sem reclamar pra nada.
essas coisas me deixam extremamente revoltada com quem inventa de querer acabar com a própria vida por qualquer motivinho escroto tipo 'ããhn mimimi mimimi tomei um fora". Gente assim tem mais é que morrer mesmo. Tanta gente lutando dia após dia por mais alguns minutos vivos e essa gentinha de mentalidade de lesma retardada atentando contra si mesmo. Que morram mesmo.
Me exaltei.

Eu não sei lidar direito com essas coisas, definitivamente.

Vou dormir agora, amanhã tem o velório. No mesmo lugar onde foi o do meu tio.
=(

Nonno... ah nonninho.

domingo, 1 de maio de 2011

Deitei e dormi agora a tarde e sonhei com um monte de coisa bizarra, mas o que eu me lembro é que eu estava num escritório todo iluminado de uma luz dourada trabalhando com uma galere, e do nada aparece uma senhora negra daquelas baianas que vendem acarajé e fala "eu sei que vocês sei meio animais, mas tenham calma que tem um bolinho de queijo pra cada um". Aì galere correu feito uma manada doida e todo mundo pegou um bolinho de queijo e aconteceu um MUSICAL sobre bolinho de queijo, e todo mundo começou a dança, todo mundo. Aí depois da dança eu tava sentada num lugar e ouvi o comentário "o gay da turma é sempre aquele no fundo da sala com um bolinho na mão enquanto escuta Cher". Aí eu olhei e percebi que estava vem berto de três caras muito do lindos, e eles com aquela cara de SIGNIFICA. Fim do sonho.

Sonho dois, que eu lembrei agora: sonhei com uma chapa e com um enorme pedaço de salmão fritando. Aí de alguma maneira nadavê tava tendo um sequestro de uma das meninas Olsen quando eram pequenas. Aí corta e eu só vejo um cara sendo fuzilado e caindo no mar. De repente tem esse cara fuzilado no mar, um cara todo com a cara tora e uma perna coxa e um outro normalzinho no mar, à deriva, tudo conversandinho.

Fim.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dormi e sonhei que eu estava num afesta num galpão e a Fernanda tinha espalhado pra galere que eu tinha sido um playboy muito fdp quando eu era homem (porque claro, no sonho eu era transexual), aí uma ãmiga nossa foi e espalhou pra todo mundo que eu era um playboyzinho de merda e eu fiquei muito puta da vida, grudei nos cabelos dessa menina e comecei a berrar o seguinte: VOCÊ NÃO SABE DA ONDE EU VIM OU POR ONDE ESTIVE OU POR ODE PASSEI, VOCÊ É SÓ UMA VAGABUNDA DO BELÉM! VAGABUNDA DO BELPEM! VABAGUNDA DO BELÉM! VAGABUNDA DO BELÉM1 (ad eternum). Aí eu prensei ela num portão e ela começou a falar em Churiandas e a tentar me abraçar, então deixei ela quieta prensada no portão e me afastei. Aí quando a treta esfriou, eu fui prum canto e comi um saco de doritos inteiro sozinha, e tinha um de plástico lá dentro, e dentro do saco de salgadinho estava meu celular, daí eu ia voltar de carro com a galere e de repente estava eu e uma "ãmiga" minha no carro (uma que mais me dá perdido que qualquer outra coisa, comecei a chamar pra fazer as coisas só por esporte mesmo) e eu disse "passa lá em casa" e ela "não vai dar, tenho que estudar as hélices do helicóptero. Sabe como é, elas não voam sozinhas" e eu "okay".

FIM.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tem coisa que é MISTER ser contada.

Daí que né, eu tava lá hoje inspiradíssima pra trabalhar - não - quando me aparece o cara da implantação do sistema de automação comercial pra implantar o sistema nimim (nossa que merda de duplo sentido). Então me aparece um sujeio de 21 anos super se achando o legalzão lá, todo faceiro. O bonito do rolê só porque estuda sei-lá-o-que da computação. Aí o cidadão desembestou a ser bacaninha comigo e eu só no "aham". Então deu a hora do almoço e a gente foi comer no restaurante de sempre. Por me ver acompanhada de um rapaz, o moço do grill ficou super seco comigo (fiquei chateada). Então sentamos pra comer e ele tava falando sei lá do que e meu, no meio da frase ele ARROTOU.
MANO ELE ARROTOU.
Sei que não tenho moral pra falar de gente que faz essas coisas na frente dos outros (uma palavra: CHU), mas porra, ele tava me conhecendo aquele dia e ainda por cima quase estragou meu namoro secreto com o cara do grill hahahaha ai gente.
Enfim, aí o cidadão ficou até 17h lá mimizando e se achando o Jesus da informática. Desisti de falar com ele 16:30, deixei ele fazendo a rede lá e fui concversar com sapatão no msn que é bem mais divertido.

Porra, o cara arrotou.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Ontem eu tive um bis da cena mais triste da minha vida. Entrei naquele quarto da UTI para visitar meu avô e ví aquelas máquinas cheias de luzes e bipes conectadas a ele. No mesmo instante voltei para julho de 2010, quando fui visitar meu tio que também estava internado na UTI desde o meu aniversário daquele ano. Ele também estava com aquelas máquinas e mais algumas, como um "pulmão artificial' ou seja lá o nome daquilo. Um mês depois meu tio faleceu vitima de câncer.
Ontem fez um mês que meu avô, pai desse meu tio, está na UTI. Ele tem um monte de problema e o pior é do fígado. Hoje, enquanto eu escrevo nesse blog porco, ele está sendo operado e tem só 10% de chance de sair vivo da mesa de operação.
Eu não sei exatamente como estou me sentindo. Em situações assim eu costumava sentar e chorar copiosamente. Eu agora só consigo sentir uma dorzinha aqui por dentro, que quase causa um enjoo.

Sabe, meu avô, apesar de eu não ser grudada nele nem nunca ter trocado horas de papo juntamente a ele, sempre foi uma pessoa que eu admirei muito. Ele veio da Itália com uma mão na frente outra atrás, chegou a morar no porão de uma véia doida e não ter o que comer, e mesmo assim ele foi à luta e, como dizem os imigrantes do tempo dele, "fez a América".

Enfim, vou me recolher e esperar a notícia.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

aquele momento em que sua ex-cunhadinha de 11 anos te readiciona no orkut dizendo que está com saudades, aí seu coraçãozinho fica apertadinho porque apesar do irmão dela não valer o ar que respira, ela era uma criança muito amorzinho e meus sogros eram pessoas muito legais.

=(

sabe, tem coisas na vida que são complicadas.


sim, eu ainda uso o orkut.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sonho hiper bizarro.

Gente, minha mente viajou nos antibióticos que ando tomando e acabou que eu tive um sonho bizarro.
Sonhei que estava na web cam com o grupo Restart. Não somente isso, eles resolveram fazer uma apresentaão especial pra mim. Ficaram todos nus se comendo na minha frente. Gente, aquele com cara de índia ficava deitado imóvel enquanto aquele outro com cara de sapo dava pintada na cara dele e os dois Pê's se beijavam e se tocavam intimamente.
Aí beleza né, de repente o tal do Pe Lanza e os outros dois menos famosos e mais feios saem de cena e fica o tal do Pê Lu - aquele que tem cara de quem enchia laje no fim de semana - e ele chega bem perto da câmera e começa a falar um monte de sandice tipo "olha só meu pau, galere, meu pauzão grossão" e ficava se masturbando na web cam pra galere ver - acho que ele tava fazendo uma tweetcam - e a parte mais esquisita é que ele parecia ser todo feito de plástico. Sabe aquele plástico do corpo do boneco Max Steel? Então, ele brilhava e tinha a mesma consistência.
Aí eu acordei.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

No leito do hospital, com sondas pelo corpo, uma enorme cicatriz na região do fígado e a família em volta, o senhor de 80 com a voz embargada pela doença e pelos remédios pergunta:
-E meus amigos, cadê?
Nenhum deles estava por perto. Em quase um mês de internação, passado quase totalmente na UTI, nenhum dos velhos amigos sequer ligou atrás de notícias.
Me pus no lugar dele. Me peguei pensando caso eu estivesse no lugar dele, se eu teria algum amigo me visitando. Uns três nomes mais ou menos me vêm à mente. Três. De toda essa gente que eu conheço, só três. Isso SE, né.
__________

Hunf.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A esposa hipocondríaca do velho que aqui trabalha acabou de ligar aqui com voz chorosa, AOS PRANTOS, pra dizer que a perna do marido dela está podre e caindo e que ele está no hospital tomando bezetacil. Coitado, vai ter que tomar muita bezetacil *voz de choro*. A perna dele tá tão feia, menina. AI, coitado dele, consegue nem andar, minha filha me ligou agora dizendo que tá levando ele pro hospital do Tatuapé pra ele tomar bezetacil. Morro de dó dele, menina. Pede pro seu pai me ligar, tchau.

Foi mais ou menos assim.

Detalhe: Há cerca de 1 hora este senhor esteve aqui caminhando dizendo que ia ao médico tomar uma bezetacil pra ver se melhorava a dor dele. Nada do que essa véia doida ficou falando.
Mas essa véia doida, além de parecer ter probleminha mental, ela é viciada em doença. Toda semana ela inventa de ir ao médico e ir fazer exames porque a perna dela dói, a coluna dela dói, o estômago, ela inteira. E o mais legal é que nenhum exame mostrou doença alguma. O plano de saúde dela até bloqueou exames por um tempo de tanta festa que essa véia louca tava fazendo.

Ai meu, só rindo mesmo.

Um dia essa doida ligou aqui e se botou a reclamar da saúde, ficou mais de uma hora dizendo com detalhes todas as partes do corpo roliço que estão supostamente podres. Disse que logo logo ela vai morrer, que mimimi, que mimimi. Pra ela começar a desligar rápido o telefone, desenvolvi a técnica do "quê". Todo final de frase dela eu falo "quê?". Ela se enche logo e desliga o telefone.
Tenho saco pra essas coisas mais não.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

sábado, 2 de abril de 2011

Essa manhã eu sonhei que um cara que eu nunca vi na minha vida, que trabalha no quiosque de cachorro quente do metrô Vila Matilde, chegava em mim e falava "então você se estragou de vez, né? deixa eu ver esse cabelo aí".

ÓDIO.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Essa noite, que eu dormi bem pra caramba, sonhei uma coisa esquisita. Sonhei que estava numa faculdade onde eu supostamente estudava e eu estava na sala de aula conversando com uma menina que até que era boniinha mas que tinha voz de Meg - e eu tenho nojinho de voz de Meg. Aí ela conversava comigo e aparecia uma ex minha e começava a surtar loucamente. E essa menina tentava me agarrar e eu sempre esquivando, até que a écs, cansada de surtar loucamente, entrou num busão e foi embora me xingando, aí a menina me ligou desejando primeiro de abril.
O engraçado era que a écs grugulejava em meu sonho e eu só sabia perguntar "mas o que diabos eu fiz dessa vez?".

Fim.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dormi esta tarde e sonhei que eu estava dando uns amassos bem perigosos em uma antiga paixonite minha.
Depois sonhei que roubavam minha moto - que eu nem tenho - e meu celular lá na augusta.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Why don't you just love me the way you used to do?
My hair still curly, my eyes still green
I still the same as while you loved me

(...)
Why don't you just love me the way you used to do?
You said our love won't never fade
I'm still the same, why did you change?


(Why don't you love me - Miss Li)


Editado em 2013:
MARIANA, VOCÊ DEVIA ERA FICAR FELIZ, OK.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pantalaimon


Eu tô vomitando arco-íris até agora depois de ver o Pan mostrando a língua no filme A Bússola de Ouro.

quinta-feira, 3 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei três coisas.
Sonhei que estava fazendo uma tatuagem no braço. O sonho inteiro foi sobre isso.
O segundo sonho foi que eu morava no CRUSP. Do nada eu tava morando lá. Aí eu arrumava minhas coisas bonitinhas e dava uma voltava, quando eu voltava tinha um casal de amigas deitadas na minha cama e eu ralhava com elas feito uma véia doida resmungona.
Sonho três. Sonhei que a Madonna era pedófila e eu e um bando de crianças tínhamos que prendê-la. A gente entrou num escritório e saiu amarrando todo mundo. Quando conseguimos capturar a Madonna, a gente tinha que amarrar os braços dela com fita adesiva, mas ela sempre se soltava. Então quando finalmente a prendemos, eu estava numa ruma lamacenta que parecia do México esperando um carro do governo enquanto sentava em cima da barriga dela como se ela fosse uma mala de viagem.

Só isso.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei que eu colocava açaí dentro de uma bexiga, mas era um açaí marrom meio esverdeado, parecia merda de nenê, aí eu misturava leite moça e ficava chupando aquela porcaria diretamente de dentro da bexiga.
E a bexiga era transparente igual camisinha.
Só lembro disso.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Cochieli essa tarde e sonhei com uma única frase:
-FUI CAÇAR MORANGABA.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei que estava em Pernambuco com um monte de gente que eu não conheço e com a Fernanda. Sonhei que estava com vontade de comer tapioca, então fui andando pela rua procurando onde vendia, mas só achei casas onde estavam acontecendo festas, entrou entrei numa festa e roubei uma tapioca de açaí (existe isso?), só que o povo da festa ficou bravo comigo, então eu tinha que fugir, mas como em todo sonho, eu tento correr mas nunca saio do lugar, é desesperador. até que passou uma daquelas pessoas que estavam comigo, eu agarrei nos ombros dela e ela correu mais rápido que um cavalo alazão, e eu fiquei com as pernocas penduradas pra trás quase voando. Aí eu acordei com minha mãe praguejando.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhe com mais discussões, mas nem vou comentar a respeito. Depois sonhei que deitava ao lado do meu namorado e dormia, e enquanto dormia dentro do meu sonho, eu comecei a sonhar (INCEPTION, oi). Sonhei que estava num desfile de escolas de samba medieval, mas ninguém tinha fantasia porque tudo tinha pegado fogo. As pessoas só usavam uma tanguinha e corriam como um exército espartano, com lanças e escudos na mão, e conforme eu avançava no meio da galere (o lugar parecia aquela rampona do metrô Guilhermina) as roupas se transformavam em fardas e as lanças em metralhadoras. Aí de repente eu tava no meio de uma feira que na verdade era uma guerra. Continuei andando e de repente eu tava no meio de uma favela do Rio de Janeiro, igualzinha a favela que tem no jogo Call of Duty Modern Warfare 2. Eu estava sozinha e desarmada. Nisso chegou um baita de um negão alto, forte e espadaúdo, gigantão, com uns 2 metros de altura e três só de ombro. Aí ele começou a me arrastar pra um barraco que tinha lá e eu falava pra ele que não queria, que eu estava bem onde estava, e ele dizia "mas eu ficaria melhor naquele colchonete alí". Aí eu falei "olha, eu não vou pra lugar algum", então ele sacou uma pistola prateada tipo a do Dean Winchester, apontou pra minha cabeça e disse "você vai e vai gostar". Olhei profundamente nos olhos dele e disse "posso fazer uma pergunta?" e ele "faz" e eu "por que eu?" e ele, com mair voz de cafageste, diz "porque tu é muuuitcho liiinda". Achei ridícula a cena e acordei, e fui direto postar no meu blog, comecei a escrever e o despertador tocou, daí eu acordei de verdade e cá estou escrevendo de verdade no meu blog.


Ou não.

Dá pra enlouquecer um pouco pensando nessas coisas.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei que eu etsva junto com aquela mina que canta I whip my hair back and forth e a gente estava combinando onde ia enterrar os pedaços do Will smith, pois tinhamos matado ele e cortado ele em pedaço.
Só lembro disso.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Essa manhã eu sonhei uma coisa muito nadavê. Sonhei que eu estava na casa que eu morava na Penha e a écs #1 estava lá. Aí eu morava ao lado de um mercado e a gente ia lá comer pão com azeitona de graça. No que a gente voltava pra minha casa já estava de noite e ela tinha que dormir lá, daí ela tomava banho e aparecia trajando uma única toalha (parecia uma toga). Enquanto isso meu irmão e meu primo discutiam sobre um carro que teria pertencido ao nosso bisavô, era um carrão antigo muito bonito. Aí do nada a gente aparece dentro de um carro, minha mãe dirigia e no banco de tráz estava eu, a écs #1 e o meu namorado de agora. E ele me olhava com raiva pensando que eu tinha feito alguma coisa com ela, mesmo que eu jurasse de pés juntos que eu não tinha nem apertado as mãos dela quando cumprimentei. Aí nós três começamos a discutir, baixaria atrás de baixaria, quando minha mãe me aparece no banco do passageiro falando um monte de sandice e eu pergunto "mãe, quem tá dirigindo?" e ela responde "a sua tia". No que eu olhei pro banco do motorista tinha uma anã negra dirigindo o carro. Eu não tenho nenhuma tia que seja anã e negra.

Aí eu acordei com a frase "meu salário é a metade" na cabeça.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MONSTRO DO ALMOÇO

Hoje Fernananda me ligou e disse que estava no Bob's com o Praguejento, disse para eu passar lá para amá-los. Peguei e fui, e voltei pra casa de ônibus com o Praguejento. No percurso, mostrei meus cadernos de desenho pra ele (ele é meu "mestre' de desenho, acho que a pessoa que eu mais admiro e que eu mais tento ser igual) e ele gostou de um desenho em particular, disse até para eu scannear.
Pois o fiz.

Apresento-lhes O MONSTRO DO ALMOÇO.

Essa é minha chefe, na minha visão.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Olha só que engraçado (não). Eu odeio a minha chefe, chamo ela de Bruaca na internet inteira, aí ela me aparece aqui com milhares de garrafinhas de coca-zero e enche a geladeira deste lugar de refrigerante, atiçando muito a minha gordice e me fazendo amá-la eternamente (até ela fazer algo contra mim de novo). Aí eu fui lá toda gorda pegar uma coca-cola pra degustar com o chocolate delicioso que meu namorado prestativo e carinhoso me deu, quando a porta da geladeira simplesmente cai e fica na minha mão e eu fico lá, com maior cara de bunda, a porta do bagulho na mão sem saber o que fazer.
Fui e encaixe de qualquer jeito. Se me perguntarem, não vi nada. Não ví coca-cola, não ví chocolate, não vpi geladeira se desfazendo. Nadinha.
Essa noite sonhei que eu estava num show do Skank lotadíssimo de gente. Aí de repente a marquise de lá caiu em cima da metade da galere. Por algum motivo a gente tinha que chamar a Marta Suplicy pra ela ir lá ver o que aconteceu. O show continuou normalmente com metade da galere soterrada e morta debaixo dos escombros.
Não lembro muitos detalhes.

Sonhei com uma mulher bem gorda me falando " vai ser menos boom boom boom e mais pow pow pow".

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei que estava, por algum motivo, no trote da USP e que ao mesmo tempo era meu último dia lá. Sonhei que estava com maior clima de nostalgia e eu me despedia de um monte de gente que era tudo meu amigo, todo mundo chorando, se abraçando, mimimi mimimi. Na verdade eu acho que eu nem conhecia tanta gente de verdade. Na verdade, eu nem gostava muito das pessoas de lá. Sonhei que falava pra galere que eu ia voltar pra lá em outro curso e mimimi mimimi. Sonhei que estava pichando uns bixos. Sonhei com um monte de gente que não existe. E sonhei que estava empurrando a cadeira de rodas de uma amiga que, na verdade, era eu mesma (isso eu sonhei por causa do Supernatural, certeza). Sonhei que estava com saudades de lá. Saudades. Não minto, eu amava a USP. amava aquele lugar, mas aquele curso fazia eu sentir que todo dia minha alma morria um pouquinho.
Sonhei que a Fernanda estava lá também. E sonhei que na saída de lá, quando eu estava indo embora, eu achava uma aliança com aspecto de velha e dentro tinha uns nomes estranhos e a data 09/04/2006  marcada lá dentro.

O mais estranhos é que as pessoas que eu abraçava e chorava e dizia que ia sentir falta, na verdade eu nunca vi na vida.
A parte curiosa é que a USP dos meus sonhos era formada por várias partes de lugares que eu já sonhei outras vezes, e eu andei por ela inteira no sonho.
Enfim, quase que eu acordei com aquela tristeza e arrependimento de ter largado aquele lugar, mas com certeza é meu subconsciente tentando me sabotar depois de ouvir de um monte de gente diferenrte que é um ABSURDO eu ter largado uma USP da vida.

É isso.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Essa noite sonhei com guerra. Deve ter sido porque a última coisa que eu vi acordada foi meu namorado jogando Caal of Duty. Sonhei que estava eu, Fernanda, Audrey (nem a conheço pessoalmente) e acho que a Aline em um campo de batalha que na verdade parecia um shopping, e as granadas eram bexigas cheias de farinha. Então a gente tinha que correr pra defender uma loja de sapatos, e no que a gente corria, minha visão ficava embaçada e cheia de gotas de sangue igual o do jogo.

O telefone tocou e eu acordei.

Tenho sonhado muito pouco.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Talvez ela não seja gorda e sim vicking".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Essa noite sonhei que estava na Augusta, só que a Augusta era um shopping. Eu chegava lá e ficava com preguiça daquele monte de gente alternativa e saia praguejando. Aí lá pegava fogo e eu corria. Então acordei.

Esse sábado farei tatuagem nova.
É só que tenho a dizer.

Sexta-feira ensolarada, tão quente que parece que o inferno subiu pra terra. Estava andando na rua e de repente ví minhas pernocas refletidas num treco de vidro e foi quando me dei conta de que não sou somente branquela, também tenho bioluminescência. Chega a arder os olhos e se olharem pras minhas pernas sem um óculos especial, ficarão cegos instantaneamente.

Enfim.

Hoje faz uma semana do meu lindo e alaranjado aviso prévio. Mais três semanas e poderei ficar LINDA em casa com as pernocas pro alto só coçando o saco que eu não tenho. Espero ansiosamente por esse dia. Dormirei 6 horas da manhã, acordarei às 15h e me alimentarei de maçãs e suco de maracujá. Sempre emagreço nas férias por causa dessas coisas. Uma vez consegui chegar aos 54 quilos (mas tomou mais tempo que férias). Eu estava linda mas as pessoas que me rodeiam me dizem que eu estava cabeçuda, com a boca gigante, magricela que fazia dó. Me chamem de doente mas era gostoso sentir os ossos da coluna doer quando eu sentava nos bancos do metrô e encostava naquele banco desconfortável. Dava pra sentir cada nozinho de vértebra. O complicado é que tenho ALMA de gordinha e engordei tudo de novo porque a felicidade de comer bacon queijo bolo chocolate é muito maior que a alegria de caber numa roupa PP.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje vou ter que ir trabalhar e aquela BRUACA vai estar lá pronta pra vir encher meu saco e falar um monte de merda e olha, hoje eu não tô com saco pra aguentar mimimi daquela cidadã.
Já vou chegar no mau humor, vou até escutar Matanza no caminho só pra já chegar inspirada pelo espírito psicopata sem o menor pudor de falar desaforo.
Tõ de aviso prévio já, que mais eles podem fazer?

Raiva.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Moro 1h30min longe do trabalho, venço a preguiça e venho no sábado de manhã pra quê? Pra chegar aqui e perceber que esqueci a chave.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Foi hoje.

Cheguei, entreguei meu atestado de ontem e minha cartinha de demissão impressa em papel cor de pêssego (tava tão linda que eu quase imprimi uma via pra mim). Resolvi não esperar pela Broaca porque a mãe dela se arrebentou toda saindo da banheira em Paris e agora ela tá lá cuidando da véia e só vai voltar na quarta-feira que vem, o que atrapalharia meus planos. Sei que é mancada rir disso, mas é inevitável. A véia vai pra Europa e se arrebenta toda. Imagina uma véia com todos os quilos do mundo, pelada, brilhando por causa da água e dos óleos de banho, escorregando e caindo com a bundona pro alto e gemendo de dor igual um coiote faminto. A véia voltou 20 dias mais cedo com o lado direito do corpo todo roxo e o braço todo torto e costurado com arame com uns pinos dignos de filme de terror. Eu sei, vou pro inferno, mas eu duvido que você nunca desejou nada de ruim pra ninguém e nunca riu da desgraça alheia.
Enfim, vou ter que cumprir aviso prévio mas não há sensação melhor que aquela em que você pode fazer todo tipo de merda no trabalho e não tem que se preocupar em ser demitida porque você mesma já fez essa parte. Aí quando você sai uma hora e meia mais cedo você pode pensar "que que eles vão fazer? me demitir?" e dar aquela risada jogando a cabeça pra trás que só Paola Bracho conseguia fazer.
Respiro aliviada.
A última vez que fiquei tão aliviada assim foi quando acordei um dia e resolvi que nunca mais pisaria na FFLCH.
Estou ansiosa para as minhas duas semanas de férias (porque aí começa meu curso na Pa-panamericana e meu emprego novo, e aí lascou-se minha liberdade).

Sinto muito que não tenha sido do jeito que eu estava fantasiando, com a Bruaca vermelha feito um chipochi assado, com uma veia latejando na testa, gritando e surtando enquanto eu só jogo a carta na mesa dela com todo um charme e desenvoltura e falo "cala boca, macaca" (com voz de locutor de trailer dos cinemas UCI) enquanto me dirijo pra porta com um instrumental intenso ao fundo. Aí volto pra fazer homologação e olho profundamente nos olhos dela e acabo com a vida dela só com um golpe do olhar. E com a FORTUNA que me pagarem eu simplesmente compro um frigobar pro meu quarto pra ficar tão gorda quanto a véia estrupiada mencionada acima.

Enfim, vou dedicar o resto da minha tarde a fazer nada com muita má vontade que me é característico.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

é amanhã.

Hoje não fui trabalhar. De manhã enfiaram um tudo pela minha boca que foi até o meu estômago e enfiaram algum remédio na minha veia que eu só lembro de tudo ficando embaçado e logo em seguida eu acordando numa maca, rindo à toa.
Amanhã eu vou pedir as contas, com Broaca ou sem Broaca. Épica ou não, só quero sair de lá para nunca mais voltar.
Por hoje, tenho planos de dormir, dormir e dormir. Quem sabe ler alguma coisa ou jogar algo no videogame, mas a meta é dormir mesmo.
Vou aproveitar a companhia da minha ilustríssima felina gorda e o barulho da chuva lá fora e quero nem saber.

Aliás, depois que eu voltei do meu exame, dormi a manhã inteira. Sonhei que estava espancando crianças numa casa velha, mas elas não eram crianças, elas eram demônios.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

não foi hoje.

Eu cheguei aqui no escritório e a Bruaca tinha ido almoçar. Ela saiu 13:20 e não voltou até o presente momento (17:44). Muito fácil esse emprego dela. Trabalhando pro papai, entra a hora que quer, sai a hora que quer e ninguém pode falar nada. Depois fica empurrando o trabalho dela pra mim enquanto tá dando o fiofó pra algum cucaracha vestido de Jack Sparrow.
Amanhã não vou aparecer aqui. Vou fazer minha endoscopia linda (adoro endoscopia, é mágico) e passarei a tarde toda jogada no sofá da sala assistindo Supernatural.
Sexta-feira. Sexta-feira me demito, com bruaca ou sem bruaca. Chego, entrego a carta, dou meia volta e vou embora assobiando Dream a Little Dream of Me.
Raios.
Tá vendo, é isso que fazem nessa merda de lugar, além de me podarem do pedido de demissão épico que eu estava prestes a fazer, ainda me empurram trabalho de telemarketing e me obrigam a ver esse favoritismo.
Se eu chego atrasa me descontam do salário, mas se essa vaca gorda branquela resolve sair pra almoçar e esquece o caminho de volta, ninguém nem fala nada.
MORRE DEABO.
E pra completar essa bosta de dia longo, esse sistema aqui da empresa tá pifando desde ontem, o que significa que não poderei sair mais cedo hoje, o que me dá vontade de praguejar mais ainda.

Vou gastar minhas últimas horas aqui imaginando que estou em casa toda dormindona.

é hoje.

Hoje a Broaca volta das férias dela (queria eu tirar férias com 15 dias trabalhados só). Hoje ela vai me cobrar os motivos de eu não ter ligado pra todo mundo que ela pediu pra eu ligar.
Já estou confeccionando minha carta de demissão. Vou imprimir no papel mais bonito que tenho aqui, um da cor de pêssego. Acho essa cor linda.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Essa noite sonhei que estava na casa que eu morava na Penha,me pegando com o Chorão do Charlie Brown Jr.
PESADELO.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje aquela broaca da minha "chefe" (que eu chamarei aqui pela alcunha de Broaca) ligou para o escritório. Assim que eu ouví a voz dela subiu aquele arrepio pela espinha, fui tomada por uma tristeza incontrolável que me fez derramar 3 lagriminhas de desespero e quase falei em tom choroso: MORRE, DEABO!
Ela desligou o telefone e eu surtei. xinguei xinguei xinguei, mais de meia hora reclamando igual uma véia doida.
Gente, sério, segunda-feira já vou acordar em prantos. Vou me arrastar praquele ambiente desagradável e torcer para que tenha caído um cofre na cabeça dela enquanto ela estivesse passando pela sacada de algum prédio.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como será minha demissão segunda-feira.

Segunda-feira a filha do meu chefe volta do Caribe, onde ela passou um mês em parques teóricos temáticos dos Piratas do Caribe e em festas do branco.
Sim, a filha dele, que deseja que eu faça serviço de telemarketing ativo pra vender uma coisa que ninguém quer pra um monte de médico mão-de-vaca. Ela tinha me dado uma meta de 155 pessoas para ligar até dia 31 e eu obviamente relutei, expliquei pra ela que era inútil, que ninguém quer pagar por coisa nenhuma e que é desperdício. Ela foi viajar e eu fiquei jogando Pokémon no emulador de Gameboy que eu baixei. Não liguei pra uma alma viva e obviamente ela vai chegar cobrando serviço e eu já até sei como vai ser a cena.
Vai ser mais ou menos assim:
Segunda-feira, 14:05 da tarde, eu chego no escritório, dou oi pra todo mundo, sento meu rabão branquelo nessa cadeira, abro o twitter e nem confiança pra ninguém.
Aí ela vai estar em horário de almoço, porque se tem uma coisa que essa cidadã sabe fazer é ir almoçar.
Quando ela chegar será 15h da tarde, ela vai chegar, usar o banheiro, beber água, reclamar do calor, ficar quieta por 15 minutos respondendo e-mail do marido dela, das amigas dela e da putaquepariu. Então ela vai levantar o cu daquela cadeira e vai vir aqui do meu ladinho e vai perguntar se estava tudo bem na ausência dela e eu vou responder que "melhor, impossível". Aí ela vai perguntar se eu liguei para os 155 prestadores da Unimerd Casa-do-Caralho pra oferecer nosso serviços e eu vou olhar profundamente nos olhos dela e dizer "não". Somente isso. Não.
- E porque não? - ela vai me perguntar, com aquela maneira escrota de articular a letra P que só quem fez intercâmbio consegue.
- Olha, serei sincera. Não liguei por vários motivos, que eu até enumerei mentalmente para você.
01- porque eu não quis.
02- porque não está no meu contrato.
03- porque não estou sendo paga pra isso.
04- porque você não pode me obrigar.
05- porque você disse que isso seria um desafio, e eu não topei o seu desafio.
06- fugi minha vida toda de telemarketing e não vai ser você quem vai me obrigar a entrar pra esse inferno.
07- não sou obrigada a passar nervoso em skype só porque vocês são mãos de vaca o suficiente para não querer pagar conta de telefone.
08- você não é da parte de "novos negócios"? então isso é trabalho seu. me paga um salário igual o que você recebe que eu ofereceria nossos serviços até para o capeta.
09- bela merda essa sua história de querer desenvolver nosso potencial. potencial para cometer um crime, tipo entrar nesse escritório com uma arma e meter uma bala na cabeça de cada um que estiver aqui. nunca se sabe o tipo de louco que se tem por perto. poderia muito bem ser uma surtada que estava esperando só a gota d'água pra transbordar de ódio, perder a noção de tudo e cortar suas cabecinhas com um belo de um machado bem afiado que cortaria sua carne flácida como quem corta um tablete de manteiga em temperatura ambiente.
(Tyler's words coming out my mouth)
10- NÃO GOSTOU, ME DEMITE. EU NÃO VOU FAZER ESSE TRABALHO DE MERDA DE FICAR IMPORTUNANDO AS PESSOAS VENDENDO UMA COISA QUE ELAS PODERIAM TER DE GRAÇA.
-É isso.
Então ela vai me olhar horrorizada, a cara estática, um único tique na pálpebra esquerda. Vai ficar assim por alguns minutos, pensando se chama a polícia, se me deixa quieta no meu canto e sai bem devagar como se eu fosse um cachorro raivoso ou se começa a falar meia dúzia de desaforo. Então ela vai olhar para minha mão, que a essa hora estará segurando um pesado grampeador, de aspecto perigoso apertado entre meus dedos. Daí ela simplesmente dirá: passe no rh.
Serei demitida.
Voltarei para minha mesa, pegarei minhas tranqueiras da minha gaveta, que incluem uma caixa metálica de cigarros (vazia), uns 5 recibos de pagamento, uma agenda de 2010 toda desenhada, umas 20 folhas de estudos de sombreamento e ângulos, uma garrafa vazia, 3 pares de hashi,  5 adesivos da Dilma devidamente recortados, uma dentadura de vampiro, um treco de surpresinha de kinderovo sujo de orégano dentro (não perguntem) e por último, um isqueiro verde meio derretido de tão vagabundo. Enfio tudo isso numa sacola, soco dentro da mochila, digo tchau, olho bem nos olhos dela e saio pela porta, diva, com o queixo erguido pra não mostrar as dobras de banha.

Sobem os créditos.
D: Ai, queria tanto dormir...
M: Ah, finge uma diarréia aí.
D: Não precisa fingir, é só ir no Tenda Paulista.
M: FFFFFFFFFUUUUUU
D- ... então não há motivo para Deus ter criado a humanidade, já que ele é perfeito e tudo que é perfeito...
M- ... A GENTE PEGA PELO BRAÇO!
D- Nao, eu ia dizer que tudo o que é perfeito não precisa de mais nada para existir.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"O que eles não lhe ensinam na escola de belas-artes é que você nunca, jamais, deve dizer às pessoas que queria ser artista. Como você sabe, pelo resto da vida as pessoas a torturarão dizendo que você adorava desenhar quando era jovem. Você adorava pintar."

Diário - Chuck Palahniuk (ed. Rocco, a mesma do Harry Potter)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um beijo pra você que não foi trabalhar porque mais uma vez comeu esfiha de carne na Tenda Paulista e mais uma vez amanheceu morrendo e teve que ir pro hospital.

Do tipo de gorda que morre por causa de intoxicação alimentar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pesadelo.

Essa noite sonhei que eu chegava em casa e minha mãe me dava a notícia de que meu irmão morreu em um acidente de moto. No sonho, eu perguntei como foi e meio que ví a cena toda e ainda pude ouvir os pensamentos do meu irmão.
O acidente foi assim: ele estava voltando não sei da onde, acho que alguma viagem para Caraguá, e como era de noite ele pegou a avenida são Miguel e desembestou a correr. Então um carro cheio de playboy saiu correndo de uma rua qualquer e pegou bem na roda de trás da moto do meu irmão, fazendo com que ele caísse e quebrasse o pescoço.
Pior que eu ouvi ele falando "a gente anda com maior cuidado pra depois vir um filhinho de papai mimado e caindo de bêbado estragar tudo".
A noite inteira sonhei com essa morte.

Aí acordei, fui ao banheiro e ví a luz da sala acesa. Olhei pela frestinha e vi a moça que trabalha aqui encantada com a TV a cabo. Inclusive, ela, evangélica até o último fio de cabelo, estava muito decepcionada porque os canais pornês não pegam aqui. Mas ela olhou a programação de todos.

=B

Gosto nem de pensar no que ela faz quando não tem mais ninguém em casa. Se eu, que trabalho em escritório, já fico jogando Pokémon o dia todo e ainda aproveito pra assistir seriado, imprimir livro e às vezes tirar aquele cochilinho, imagina ela, que tem uma casa inteira só pra ela?