sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Essa noite sonhei que estava na Augusta, só que a Augusta era um shopping. Eu chegava lá e ficava com preguiça daquele monte de gente alternativa e saia praguejando. Aí lá pegava fogo e eu corria. Então acordei.

Esse sábado farei tatuagem nova.
É só que tenho a dizer.

Sexta-feira ensolarada, tão quente que parece que o inferno subiu pra terra. Estava andando na rua e de repente ví minhas pernocas refletidas num treco de vidro e foi quando me dei conta de que não sou somente branquela, também tenho bioluminescência. Chega a arder os olhos e se olharem pras minhas pernas sem um óculos especial, ficarão cegos instantaneamente.

Enfim.

Hoje faz uma semana do meu lindo e alaranjado aviso prévio. Mais três semanas e poderei ficar LINDA em casa com as pernocas pro alto só coçando o saco que eu não tenho. Espero ansiosamente por esse dia. Dormirei 6 horas da manhã, acordarei às 15h e me alimentarei de maçãs e suco de maracujá. Sempre emagreço nas férias por causa dessas coisas. Uma vez consegui chegar aos 54 quilos (mas tomou mais tempo que férias). Eu estava linda mas as pessoas que me rodeiam me dizem que eu estava cabeçuda, com a boca gigante, magricela que fazia dó. Me chamem de doente mas era gostoso sentir os ossos da coluna doer quando eu sentava nos bancos do metrô e encostava naquele banco desconfortável. Dava pra sentir cada nozinho de vértebra. O complicado é que tenho ALMA de gordinha e engordei tudo de novo porque a felicidade de comer bacon queijo bolo chocolate é muito maior que a alegria de caber numa roupa PP.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hoje vou ter que ir trabalhar e aquela BRUACA vai estar lá pronta pra vir encher meu saco e falar um monte de merda e olha, hoje eu não tô com saco pra aguentar mimimi daquela cidadã.
Já vou chegar no mau humor, vou até escutar Matanza no caminho só pra já chegar inspirada pelo espírito psicopata sem o menor pudor de falar desaforo.
Tõ de aviso prévio já, que mais eles podem fazer?

Raiva.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Moro 1h30min longe do trabalho, venço a preguiça e venho no sábado de manhã pra quê? Pra chegar aqui e perceber que esqueci a chave.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Foi hoje.

Cheguei, entreguei meu atestado de ontem e minha cartinha de demissão impressa em papel cor de pêssego (tava tão linda que eu quase imprimi uma via pra mim). Resolvi não esperar pela Broaca porque a mãe dela se arrebentou toda saindo da banheira em Paris e agora ela tá lá cuidando da véia e só vai voltar na quarta-feira que vem, o que atrapalharia meus planos. Sei que é mancada rir disso, mas é inevitável. A véia vai pra Europa e se arrebenta toda. Imagina uma véia com todos os quilos do mundo, pelada, brilhando por causa da água e dos óleos de banho, escorregando e caindo com a bundona pro alto e gemendo de dor igual um coiote faminto. A véia voltou 20 dias mais cedo com o lado direito do corpo todo roxo e o braço todo torto e costurado com arame com uns pinos dignos de filme de terror. Eu sei, vou pro inferno, mas eu duvido que você nunca desejou nada de ruim pra ninguém e nunca riu da desgraça alheia.
Enfim, vou ter que cumprir aviso prévio mas não há sensação melhor que aquela em que você pode fazer todo tipo de merda no trabalho e não tem que se preocupar em ser demitida porque você mesma já fez essa parte. Aí quando você sai uma hora e meia mais cedo você pode pensar "que que eles vão fazer? me demitir?" e dar aquela risada jogando a cabeça pra trás que só Paola Bracho conseguia fazer.
Respiro aliviada.
A última vez que fiquei tão aliviada assim foi quando acordei um dia e resolvi que nunca mais pisaria na FFLCH.
Estou ansiosa para as minhas duas semanas de férias (porque aí começa meu curso na Pa-panamericana e meu emprego novo, e aí lascou-se minha liberdade).

Sinto muito que não tenha sido do jeito que eu estava fantasiando, com a Bruaca vermelha feito um chipochi assado, com uma veia latejando na testa, gritando e surtando enquanto eu só jogo a carta na mesa dela com todo um charme e desenvoltura e falo "cala boca, macaca" (com voz de locutor de trailer dos cinemas UCI) enquanto me dirijo pra porta com um instrumental intenso ao fundo. Aí volto pra fazer homologação e olho profundamente nos olhos dela e acabo com a vida dela só com um golpe do olhar. E com a FORTUNA que me pagarem eu simplesmente compro um frigobar pro meu quarto pra ficar tão gorda quanto a véia estrupiada mencionada acima.

Enfim, vou dedicar o resto da minha tarde a fazer nada com muita má vontade que me é característico.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

é amanhã.

Hoje não fui trabalhar. De manhã enfiaram um tudo pela minha boca que foi até o meu estômago e enfiaram algum remédio na minha veia que eu só lembro de tudo ficando embaçado e logo em seguida eu acordando numa maca, rindo à toa.
Amanhã eu vou pedir as contas, com Broaca ou sem Broaca. Épica ou não, só quero sair de lá para nunca mais voltar.
Por hoje, tenho planos de dormir, dormir e dormir. Quem sabe ler alguma coisa ou jogar algo no videogame, mas a meta é dormir mesmo.
Vou aproveitar a companhia da minha ilustríssima felina gorda e o barulho da chuva lá fora e quero nem saber.

Aliás, depois que eu voltei do meu exame, dormi a manhã inteira. Sonhei que estava espancando crianças numa casa velha, mas elas não eram crianças, elas eram demônios.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

não foi hoje.

Eu cheguei aqui no escritório e a Bruaca tinha ido almoçar. Ela saiu 13:20 e não voltou até o presente momento (17:44). Muito fácil esse emprego dela. Trabalhando pro papai, entra a hora que quer, sai a hora que quer e ninguém pode falar nada. Depois fica empurrando o trabalho dela pra mim enquanto tá dando o fiofó pra algum cucaracha vestido de Jack Sparrow.
Amanhã não vou aparecer aqui. Vou fazer minha endoscopia linda (adoro endoscopia, é mágico) e passarei a tarde toda jogada no sofá da sala assistindo Supernatural.
Sexta-feira. Sexta-feira me demito, com bruaca ou sem bruaca. Chego, entrego a carta, dou meia volta e vou embora assobiando Dream a Little Dream of Me.
Raios.
Tá vendo, é isso que fazem nessa merda de lugar, além de me podarem do pedido de demissão épico que eu estava prestes a fazer, ainda me empurram trabalho de telemarketing e me obrigam a ver esse favoritismo.
Se eu chego atrasa me descontam do salário, mas se essa vaca gorda branquela resolve sair pra almoçar e esquece o caminho de volta, ninguém nem fala nada.
MORRE DEABO.
E pra completar essa bosta de dia longo, esse sistema aqui da empresa tá pifando desde ontem, o que significa que não poderei sair mais cedo hoje, o que me dá vontade de praguejar mais ainda.

Vou gastar minhas últimas horas aqui imaginando que estou em casa toda dormindona.

é hoje.

Hoje a Broaca volta das férias dela (queria eu tirar férias com 15 dias trabalhados só). Hoje ela vai me cobrar os motivos de eu não ter ligado pra todo mundo que ela pediu pra eu ligar.
Já estou confeccionando minha carta de demissão. Vou imprimir no papel mais bonito que tenho aqui, um da cor de pêssego. Acho essa cor linda.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Essa noite sonhei que estava na casa que eu morava na Penha,me pegando com o Chorão do Charlie Brown Jr.
PESADELO.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Hoje aquela broaca da minha "chefe" (que eu chamarei aqui pela alcunha de Broaca) ligou para o escritório. Assim que eu ouví a voz dela subiu aquele arrepio pela espinha, fui tomada por uma tristeza incontrolável que me fez derramar 3 lagriminhas de desespero e quase falei em tom choroso: MORRE, DEABO!
Ela desligou o telefone e eu surtei. xinguei xinguei xinguei, mais de meia hora reclamando igual uma véia doida.
Gente, sério, segunda-feira já vou acordar em prantos. Vou me arrastar praquele ambiente desagradável e torcer para que tenha caído um cofre na cabeça dela enquanto ela estivesse passando pela sacada de algum prédio.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Como será minha demissão segunda-feira.

Segunda-feira a filha do meu chefe volta do Caribe, onde ela passou um mês em parques teóricos temáticos dos Piratas do Caribe e em festas do branco.
Sim, a filha dele, que deseja que eu faça serviço de telemarketing ativo pra vender uma coisa que ninguém quer pra um monte de médico mão-de-vaca. Ela tinha me dado uma meta de 155 pessoas para ligar até dia 31 e eu obviamente relutei, expliquei pra ela que era inútil, que ninguém quer pagar por coisa nenhuma e que é desperdício. Ela foi viajar e eu fiquei jogando Pokémon no emulador de Gameboy que eu baixei. Não liguei pra uma alma viva e obviamente ela vai chegar cobrando serviço e eu já até sei como vai ser a cena.
Vai ser mais ou menos assim:
Segunda-feira, 14:05 da tarde, eu chego no escritório, dou oi pra todo mundo, sento meu rabão branquelo nessa cadeira, abro o twitter e nem confiança pra ninguém.
Aí ela vai estar em horário de almoço, porque se tem uma coisa que essa cidadã sabe fazer é ir almoçar.
Quando ela chegar será 15h da tarde, ela vai chegar, usar o banheiro, beber água, reclamar do calor, ficar quieta por 15 minutos respondendo e-mail do marido dela, das amigas dela e da putaquepariu. Então ela vai levantar o cu daquela cadeira e vai vir aqui do meu ladinho e vai perguntar se estava tudo bem na ausência dela e eu vou responder que "melhor, impossível". Aí ela vai perguntar se eu liguei para os 155 prestadores da Unimerd Casa-do-Caralho pra oferecer nosso serviços e eu vou olhar profundamente nos olhos dela e dizer "não". Somente isso. Não.
- E porque não? - ela vai me perguntar, com aquela maneira escrota de articular a letra P que só quem fez intercâmbio consegue.
- Olha, serei sincera. Não liguei por vários motivos, que eu até enumerei mentalmente para você.
01- porque eu não quis.
02- porque não está no meu contrato.
03- porque não estou sendo paga pra isso.
04- porque você não pode me obrigar.
05- porque você disse que isso seria um desafio, e eu não topei o seu desafio.
06- fugi minha vida toda de telemarketing e não vai ser você quem vai me obrigar a entrar pra esse inferno.
07- não sou obrigada a passar nervoso em skype só porque vocês são mãos de vaca o suficiente para não querer pagar conta de telefone.
08- você não é da parte de "novos negócios"? então isso é trabalho seu. me paga um salário igual o que você recebe que eu ofereceria nossos serviços até para o capeta.
09- bela merda essa sua história de querer desenvolver nosso potencial. potencial para cometer um crime, tipo entrar nesse escritório com uma arma e meter uma bala na cabeça de cada um que estiver aqui. nunca se sabe o tipo de louco que se tem por perto. poderia muito bem ser uma surtada que estava esperando só a gota d'água pra transbordar de ódio, perder a noção de tudo e cortar suas cabecinhas com um belo de um machado bem afiado que cortaria sua carne flácida como quem corta um tablete de manteiga em temperatura ambiente.
(Tyler's words coming out my mouth)
10- NÃO GOSTOU, ME DEMITE. EU NÃO VOU FAZER ESSE TRABALHO DE MERDA DE FICAR IMPORTUNANDO AS PESSOAS VENDENDO UMA COISA QUE ELAS PODERIAM TER DE GRAÇA.
-É isso.
Então ela vai me olhar horrorizada, a cara estática, um único tique na pálpebra esquerda. Vai ficar assim por alguns minutos, pensando se chama a polícia, se me deixa quieta no meu canto e sai bem devagar como se eu fosse um cachorro raivoso ou se começa a falar meia dúzia de desaforo. Então ela vai olhar para minha mão, que a essa hora estará segurando um pesado grampeador, de aspecto perigoso apertado entre meus dedos. Daí ela simplesmente dirá: passe no rh.
Serei demitida.
Voltarei para minha mesa, pegarei minhas tranqueiras da minha gaveta, que incluem uma caixa metálica de cigarros (vazia), uns 5 recibos de pagamento, uma agenda de 2010 toda desenhada, umas 20 folhas de estudos de sombreamento e ângulos, uma garrafa vazia, 3 pares de hashi,  5 adesivos da Dilma devidamente recortados, uma dentadura de vampiro, um treco de surpresinha de kinderovo sujo de orégano dentro (não perguntem) e por último, um isqueiro verde meio derretido de tão vagabundo. Enfio tudo isso numa sacola, soco dentro da mochila, digo tchau, olho bem nos olhos dela e saio pela porta, diva, com o queixo erguido pra não mostrar as dobras de banha.

Sobem os créditos.
D: Ai, queria tanto dormir...
M: Ah, finge uma diarréia aí.
D: Não precisa fingir, é só ir no Tenda Paulista.
M: FFFFFFFFFUUUUUU
D- ... então não há motivo para Deus ter criado a humanidade, já que ele é perfeito e tudo que é perfeito...
M- ... A GENTE PEGA PELO BRAÇO!
D- Nao, eu ia dizer que tudo o que é perfeito não precisa de mais nada para existir.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"O que eles não lhe ensinam na escola de belas-artes é que você nunca, jamais, deve dizer às pessoas que queria ser artista. Como você sabe, pelo resto da vida as pessoas a torturarão dizendo que você adorava desenhar quando era jovem. Você adorava pintar."

Diário - Chuck Palahniuk (ed. Rocco, a mesma do Harry Potter)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um beijo pra você que não foi trabalhar porque mais uma vez comeu esfiha de carne na Tenda Paulista e mais uma vez amanheceu morrendo e teve que ir pro hospital.

Do tipo de gorda que morre por causa de intoxicação alimentar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pesadelo.

Essa noite sonhei que eu chegava em casa e minha mãe me dava a notícia de que meu irmão morreu em um acidente de moto. No sonho, eu perguntei como foi e meio que ví a cena toda e ainda pude ouvir os pensamentos do meu irmão.
O acidente foi assim: ele estava voltando não sei da onde, acho que alguma viagem para Caraguá, e como era de noite ele pegou a avenida são Miguel e desembestou a correr. Então um carro cheio de playboy saiu correndo de uma rua qualquer e pegou bem na roda de trás da moto do meu irmão, fazendo com que ele caísse e quebrasse o pescoço.
Pior que eu ouvi ele falando "a gente anda com maior cuidado pra depois vir um filhinho de papai mimado e caindo de bêbado estragar tudo".
A noite inteira sonhei com essa morte.

Aí acordei, fui ao banheiro e ví a luz da sala acesa. Olhei pela frestinha e vi a moça que trabalha aqui encantada com a TV a cabo. Inclusive, ela, evangélica até o último fio de cabelo, estava muito decepcionada porque os canais pornês não pegam aqui. Mas ela olhou a programação de todos.

=B

Gosto nem de pensar no que ela faz quando não tem mais ninguém em casa. Se eu, que trabalho em escritório, já fico jogando Pokémon o dia todo e ainda aproveito pra assistir seriado, imprimir livro e às vezes tirar aquele cochilinho, imagina ela, que tem uma casa inteira só pra ela?