domingo, 22 de maio de 2011

Essa noite eu sonhei que morria. Sonhei que um meteoro estava vindo na direção da Terra pra dizimar todo mundo. Sonhei que enquanto eu o via dentro da atmosferaz, eu ligava pra minha mãe e dizia que a amava. Aí o meteoro atingiu a Terra e eu vi a onda de fogo e destruição vindo muito rápido na minha direção até me atingir. Aí tudo ficou escuro e eu pensei algumas coisas:
-É agora que eu descubro se existe vida após a morte mesmo;
-Então morrer é assim?
-Dizem que o cérebro ainda fica vivo quatro minutos antes da morte total...
Aí eu comecei a ficar sem ar e sentir uma dor enorme na jugular. Respirar estava difícil.
Aí veio o silêncio.
Aí veio uma voz falando "abra os olhos".
abri e eu estava na minha casinha, toda tranquila, na minha cama, enrolada no meu cobertor azul. Mal conseguia me mexer.

Então morrer deve ser isso. Um incômodo, um escuro, um silêncio e "abra os olhos", acabou.

Mas confesso que acordei na dúvida se estava mesmo viva ou se morri e não percebi.
Sabe, se tem uma coisa que eu espero nunca esquecer é de quando eu era criança, bem pequenininha, e a gente jantava e enquanto minha mãe arrumava a cozinha, meu pai colocava o disco dele do Johnny Rivers e eu ficava sentadinha ao lado dele ouvindo. Eu sempre pedia pra ele colocar o disco vermelho do homem bonito e era esse do Johnny.
E se tem uma música que me lebra desses dias é a "it's too late".

Sinto muita saudades daquele tempo quando eu não entendia como a vida era e tal.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sonho

Essa noite sonhei que caminhava no cruzamento da Rua Augusta com a Alameda Santos numa manhã fria quando uma moça me chama e me pede o isqueiro emprestado. Ela era simplesmente a moça mais incrivelmente linda que eu já vi na minha vida inteira. Meio ruiva, olhos castanhos, magérrima. Parecia a irmã do Dexter (do seriado, e não do desenho), só que mais cheinha de carnes. Aí eu emprestei o isqueiro e pedi um cigarro pra ela, ela acendeu e me deu um de uma marca chamada Phil-alguma-coisa. Acendi e comecei a conversar com ela e quando vi a gente estava SUPERAMIGA. Aí ela veio falando sei lá o que e quando eu vi eu tava num motel com ela, tinha até lareira lá, e a gente ficou somente conversando. Aí ela me contou que era, na verdade, prostituta, e veio querendo fazer coisas comigo e eu disse para ela parar que eu não queria. então a gente foi atrás de um cara (por algum motivo). Avistamos o Rodrigo Santoro, mas ele não quis então quem acabou indo com a gente pro motel? Alexandre Frota. Voltamos pro motel e continuamos conversando nunca que começava a putaria porque por algum motivo eu não queria fazer essas coisas com ela. Aí perguntei quanto tava o programa só pra perguntar e ela disse que até o momento tinha dado 17 reais, e disse que cobrava barato poque não podia ficar até tarde na rua. Então de repente eu tava na minha cama, coberta, e passa a Fernanda, entra no quarto e começa a fuçar meus armários. Ela me vê falando ao telefone e tenta puxar minha coberta e eu começoa gritar "pára fernanda, eu tô pelada!" aí ela puxa e me vê peladinha da cintura pra baixo (estranhamente pelada = calcinha bege no meu sonho). Aí ela fala "explica" e eu começo a contar da mulher mais incrivelmente linda do mundo que na verdade era prostituta e que eu estava apaixonada. Aí ela, em tom jocoso, vira e diz 'apaixonada por uma prostituta, Mariana?" e eu continuo "eh, a gente já foi até pra um motel, a gente queria levar o Rodrigo Santoro junto mas só tinha adivinha quem pra ir com a gente?" Nisso ela olhou pra trás e o Alexandre Frota estava vindo na nossa direção vestido com o terno do Coringa desse filme novo do Batman. Então ela disse "eu não vou nem comentar".
O resto do sonho eu já esqueci, mas eu escrevi le de manhã, quando chegar em casa posto o resto. Si que envolvia um carro e olha lá.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SONHEI QUE...

Essa noite eu sonhei que eu era o Kurt do Glee. Sonhei que estava andando na rua e de repente soltava um peidinho e me cagava. Aí eu ia andando na rua (era a Broadway) e todo mundo torcendo o nariz pra mim, até que chegou o Mr Schue (o professor) e diss "Kurt, voce tá todo cagado".  Daí eu corria pra um banheiro e olhava as minhas calças no espelho e tinha uma mancha marrom pastosa em forma de um círculo perfeito.

fim

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Existe uma ENORME diferença entre SONHAR e FAZER PLANOS.

domingo, 8 de maio de 2011

E minhas próprias coisas eram tão más e tristes, como o dia em que nasci. A única diferença era que agora eu podia beber de vez em quando, apesar de nunca ser o suficiente. A bebida era a única coisa que não deixava o homem ficar se sentindo atordoado e inútil o tempo todo. Tudo mais te pinicando, te ferindo, despedaçando. E nada era interessante, nada. As pessoas eram limitadas e cuidadosas, todas iguais. E eu teria que viver com esses putos pelo resto de minha vida, pensava. Deus, eles todos tinham cus, e órgãos sexuais e suas bocas e seus sovacos. Eles cagavam e tagarelavam e eram tão inertes quanto bosta de cavalo. As garotas pareciam boas à distancia, o sol provocando transparências em seus vestidos, refletido em seus cabelos. Mas chegue perto e escute o que elas tem na cabeça sendo vomitado pelas suas bocas. Você ficava com vontade de cavar um buraco sobre um morro e ficar escondido com uma metralhadora. Certamente eu nunca seria capaz de ser feliz, de me casar, nunca poderia ter filhos. Mas que diabo, eu nem conseguia um emprego de lavador de pratos.

Talvez eu pudesse ser um ladrão de bancos. Alguma porra. Alguma coisa flamejante, com fogo. Você só tinha direito a uma tentativa. Por que ser um limpador de vidraças?

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Se vai tentar
siga em frente.

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

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Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.
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Não há nada a lamentar sobre a morte, assim como não há nada a lamentar sobre o crescimento de uma flor. O que é terrível não é a morte, mas as vidas que as pessoas levam ou não levam até a sua morte. Não reverenciam suas próprias vidas, mijam em suas vidas. As pessoas as cagam. Idiotas fodidos. Concentram-se demais em foder, cinema, dinheiro, família, foder. Suas mentes estão cheias de algodão. Engolem Deus sem pensar, engolem o país sem pensar. Esquecem logo como pensar, deixam que os outros pensem por elas. Seus cérebros estão entupidos de algodão. São feios, falam feio, caminham feio. Toque para elas a maior música de todos os tempos e elas não conseguem ouví-la. A maioria das mortes das pessoas é uma empulhação. Não sobra nada para morrer.
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Gosto de olhar os meus gatos, eles me acalmam. Eles me fazem sentir bem. Você sabia que os gatos dormem 20 das 24 horas do dia? Não se admira que tenham melhor aparência do que eu. Na minha próxima vida, quero ser um gato. Dormir 20 horas por dia e esperar ser alimentado. Sentar por aí lambendo meu cu. Os humanos são desgraçados demais, irados demais, obcecados demais.
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Tudo do Bukowski.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Segundo luto em menos de um ano.

Desculpe-me se essas palavras sairem sem sentido nenhum, estou com muito sono e cansaço mental e físico, então provavelmente muita coisa aqui não fará sentido.
Hoje, sexta-feira, seis de maio de 2011, às 00:15, meu avô ~o nonno ~ faleceu. Depois de ficar cerca de dois meses pra mais internado na UTI. A doença que o levou da família foi a cirrose combinada com complicações das diabetes, vesícula e mais um monte de coisa que eu nem sabia que existia.
Ontem, quinta, saí da aula, almocei e fui direto pro hospital fazer uma visita. Eu entrei no quarto dele e já senti um aperto conhecido no peito. Ele me lembrou muito meu padrinho que faleceu ano passado. Eu segurei sua mão e fiquei alguns longos minutos com ele lá. Na minha vida inteira eu nunca tinha feito isso. Eu não sou muito de abraços ou contato físico, bem como todos em minha família. O que acontece é que ele se acalmava quando ele sentia alguém lá com ele. Minha avó entrou no quarto mais tarde e pegou a outra mão dele, e repetia que ele não estava sozinho e que ela não sairia do lado dele.
Pausa.
Acho tão surreal como essas coisas são. Sabe, ficar com uma pessoa apesar de tudo. 55 anos de casados e minha avó continuava o amando muito. Todos os dias que ele passou no hospital lá estava ela ao lado dele.
Fiquei pelo hospital das 15:30 até às 22h. Entrava no quarto, conversava com ele sem saber se ele me ouvia ou entendia, e saia para dar lugar a quem queria vê-lo.
Pausa. Só familiares, e nem todos. Como ele mesmo disse quando estava vivo: 'amigos cadê?". Nenhum presente no seu leito de morte.
Quando eu vim pra casa, cheguei por volta das 23h. fiquei me distraindo na internet. Meia-noite e tanto o celular da minha mãe toca. Se tem uma coisa que me dá agonia é celular de qualquer um dessa casa, menos o meu, tocando depois das 23h. Porém de alguma forma eu já sabia. Veio a notícia. É, ele falecera.

De todas as coisas tristes que eu já vi na vida, uma que com certeza marcou na minha mente hoje foi meu avô já sem vida naquela cama. E nenhuma alma teve a bondade de tirar minha avó de perto, só eu. Ela chorava copiosamente e pedia que ele cumprisse a conversa de levá-la logo para que ela fizesse companhia pra ele.
Eu me ponho no lugar dela. ano passado o filho mais velho foi levado pelo câncer. Nove meses depois, período em que a vida se forma dentro de um útero, a morte se fez presente em sua vida novamente e levou o seu marido de tantos anos. O meu nonno. O meu nonno de cabelinho branquinho, todo gordinho narigudinho.
Sabe, ele lutou pela vida. Dava pra ver em pequenos atos. Ele, por exemplo, nunca foi de comer nada branco com aparência de leite. Ele morria de nojo, mas era um nojo assim absurdo. Não comia iogurte, mingau, nem nada que não fosse meio escuro. Nas últimas semanas ele estava tomando tudo isso sem reclamar pra nada.
essas coisas me deixam extremamente revoltada com quem inventa de querer acabar com a própria vida por qualquer motivinho escroto tipo 'ããhn mimimi mimimi tomei um fora". Gente assim tem mais é que morrer mesmo. Tanta gente lutando dia após dia por mais alguns minutos vivos e essa gentinha de mentalidade de lesma retardada atentando contra si mesmo. Que morram mesmo.
Me exaltei.

Eu não sei lidar direito com essas coisas, definitivamente.

Vou dormir agora, amanhã tem o velório. No mesmo lugar onde foi o do meu tio.
=(

Nonno... ah nonninho.

domingo, 1 de maio de 2011

Deitei e dormi agora a tarde e sonhei com um monte de coisa bizarra, mas o que eu me lembro é que eu estava num escritório todo iluminado de uma luz dourada trabalhando com uma galere, e do nada aparece uma senhora negra daquelas baianas que vendem acarajé e fala "eu sei que vocês sei meio animais, mas tenham calma que tem um bolinho de queijo pra cada um". Aì galere correu feito uma manada doida e todo mundo pegou um bolinho de queijo e aconteceu um MUSICAL sobre bolinho de queijo, e todo mundo começou a dança, todo mundo. Aí depois da dança eu tava sentada num lugar e ouvi o comentário "o gay da turma é sempre aquele no fundo da sala com um bolinho na mão enquanto escuta Cher". Aí eu olhei e percebi que estava vem berto de três caras muito do lindos, e eles com aquela cara de SIGNIFICA. Fim do sonho.

Sonho dois, que eu lembrei agora: sonhei com uma chapa e com um enorme pedaço de salmão fritando. Aí de alguma maneira nadavê tava tendo um sequestro de uma das meninas Olsen quando eram pequenas. Aí corta e eu só vejo um cara sendo fuzilado e caindo no mar. De repente tem esse cara fuzilado no mar, um cara todo com a cara tora e uma perna coxa e um outro normalzinho no mar, à deriva, tudo conversandinho.

Fim.