terça-feira, 7 de junho de 2011

Hoje meu professor disse uma coisa que eu não havia reparado em relação ao discurso do Bolsonaro.
O discurso do Bolsô é mais ou menos assim (vamos ilustrar):
-AAAAH, O MOLEQUE DE CINCO ANOS TÁ DESMUNHECANDO? TEM QUE APANHAR MESMO, IGUAL EU APANHEI.

Agora pare (e pegue no bumbum) e leia de novo:
TEM QUE APANHAR IGUAL EU APANHEI.
Ai leia a frase inteira:
O MOLEQUE DE CINCO ANOS TÁ DESMUNHECANDO? TEM QUE APANHAR IGUAL EU APANHEI.

Pensa um pouquinho.
Será que ele apanhou muito quando desmunhecava aos cinco anos e por isso faz todo esse escândalo contra os gays? Sabe, eu tenho a  teoria de que quando a pessoa é enfiada em Nárnia à força e é privada pela enorme mão opressora, seja da família ou da sociedade ou da religião, ela cresce e tenta descontar em quem não foi forçado a conhecer os domínios de Aslam. É como se a liberdade de poder ser o que se é de verdade esfregasse na cara dele tudo o que ele podia ter vivido e não viveu por estar amarrado à idéias conservadoras.

Vamos ilustrar com um exemplo babaca. Você quer ter o cabelo moicano azul. Aí vivem te falando que isso é coisa do capeta, que isso não é coisa de gente decente, que isso não é coisa de gente de família. Aí pela frustração de não poder ter o cabelo azul COMBO você crescer com idéias enfiadas na sua cabeça de que ter cabelo azul é um atentado à moral e à família, você começa a odiar quem teve a liberdade de ir lá e fazer o tal moicano azul.



5 comentários:

LubaLuba disse...

Putaquepariudonamariana, você exemplificou de uma forma tão clara que é impossível ter dúvidas.
Não tenho medo e nem terei arrependimento em dizer que você é foda. DIG DIN DIG DIN DIG DIN

aline disse...

concordo plenamente

Ciça Criatura disse...

MATOU A PAU Mariana! Vc pode pleitear vaga como analista política. Escreve bem e faz paralelos muito bem ilustrados. Pela liberdade dos moicanos azuis, lutemos. Vim aqui por causa do Praguejento e virei sua fã.

Mariana Bennemann disse...

=3

Audrey Angélica disse...

pois é...era mais facil parar e pegar no bumbum, digo, fazer um moicano azul