segunda-feira, 25 de julho de 2011

Orange - um post meio alcoólatra, quem sabe.

Não lembro em qual ocasião eu conheci aquele boteco na esquina da Alameda Santos com a Consolação, mas foi pelos idos de 2008. Aquele boteco viu de um tudo na minha vida. Viu eu namorar uma das pessoas que eu mais gostei na minha vidinha medíocre, viu quando eu tomei o pé na bunda mais estranho da minha vida, viu quando eu conheci a pessoa que mais me decepcionou mas que mesmo assim teve muita importância pra mim, viu no mesmo dia eu conhecer a pessoa por quem eu fui levemente apaixonadinha por um bom tempo, viu eu me enfiar em Nárnia por falta de opção, viu meus velhos amigos, viu amigos novos, viu quando eu fui liberta de Nárnia, viu quando eu fiz um tour por lá de mais ou menos um ano e fui expulsa por Aslam, viu eu sentar e reclamar da vida até deixar todo mundo na mesa incomodado e finalmente ontem ele me viu reencontrar uma pessoa que há quatro anos eu tinha perdido o contato e que é mais louca que eu e que é, pessoas loucas às vezes podem tentar, vai que funciona.



E a melhor parte é que ela não come a minha cara e nem me deixa com a face toda lambida depois de umas bitocas. E ela tem cabelo escuro e compridão e eu poderia ficar horas enroscada alí. E ela é cheirosa. e ela curte uns metal do capeta. E ela faz gultural. E ela imita um travesti que tem a voz da Marília Pêra. E ela fica com raiva quando eu faço voz cavernosa e a chamo de A CRENTE por causa do cabelo, e ela mora perto de casa e ela é enfermeira e conversa sobre nojeiras comigo, tipo sobre tamponação de cadáver. E eu tô muito, muito bicha nesse momento e eu nem sabia que eu era capaz disso ainda.




=3

Um comentário:

LubaLuba disse...

Bar doce lar.
Isso me fez lembrar um conto do Neil Gailman baseado na historia de narnia. É maneiro. Está no livro Coisas Frágeis I.