terça-feira, 20 de dezembro de 2011

De quando eu vi um monte de gente morta.

Hoje eu conheci o laboratório de anatomia da Unicid. Minha namorada me levou lá. Ela me apresentou ao Johnny, um cadáver que tem lá, de cabelos lisos e curtos. Também me apresentou pra um cadáver de uma véia, umas pernas perdidas, uma caixa toráxica de criança e pra um defunto fresquinho que ainda estava no carrinho todo costurado.
Parecia tudo brinquedo. Dava vontade de pegar na mão, mas fiquei com nojo.
Meu sonho é um dia esbofetear alguém com um braço solto desses.
Essa noite sonhei umas coisas nadavê.
Sonhei que estava numa casa velha onde eu encontraria "o mistério da vida". O "mistério da vida" nada mais era que uma experiência de Gregory Mendel para achar a origem da vida. Eisa grande surpresa quando achei a descoberta num potinho, era uma coisa cor-de-pele-parda, muito parecida com papinha de bebê com uns pedaços de cebola. Aí aparecia um cientista sem rosto que dizia que todos os seres vivos do planeta tinham aquela coisa em comum, que aquilo nada mais ela que um monte de dna junto, que se você investigasse a fundo perceberia que toda a vida veio daquela massa pastosa. Aí eu falava "se eu soubesse que a vida veio de uma sopa de músculo batida no liquidificador, nem teria saído de casa". Daí eu peguei uma colher e estava prestes a comer a origem da vida quando o cientista "mas você vai comer isso daí mesmo?". Mudei de idéia. Nisso aparece o Chefe Chico (lembram-se da novela Chiquititas, que tinha o cozinheiro Chico?) e fala "ó, se você mudar de idéia, guardei aquela pasta de carne num pote dentro daquela caixa, só pegar e comer".
Aí eu acordei.

Chefe Chico

Falando em Chiquititas, quero compartilhar aqui o clipe que mais me dava vergonha alheia que eu já vi na vida.
Gente, era esse clipe começar a passar na TV que eu já começava a ficar com vergonha, começava a ficar vermelha e esconder a cara atrás de alguma almofada.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

sabe pai... às vezes eu queria que você prestasse atenção em toda a brevidade da vida e percebesse que invariavelmente você, eu, todos morreremos um dia, e que isso significa um adeus pra sempre. que nunca mais a gente poderá se falar nem se ver e que no máximo a gente vai dividir a mesma sepultura, mas só.
eu queria muito que você aproveitasse que nós dois estamos vivos ainda e que você parasse com essa mania feia que você adquiriu desde junho de fingir que eu não existo, só isso.

sem mais,
sua filha.
aquela que tinha 3 anos quando você viajou pra Itália, ficou um mês longe e toda semana você enviava um cartão postal pra minha mãe ler pra mim, e que hoje tem 22 anos e você ignora.