domingo, 26 de agosto de 2012

A ex-sogra e do dia que eu aprendi a calar a droga da minha boca.

Esse sábado foi o chá de bebê de uma amiga minha e eu fui. Cruzei a cidade e fui até os lados do Grajaú para vê-la e tal. Nunca pensei que iria para aqueles lados de novo desde quando meu namoro com o Falecido (risos) foi jogado fora como fralda descartável cheia de bosta. Pois bem. Aí que eu estava lá, levei minha namorada e tal e estavámos enchendo a barriga de bolinhos de queijo (amo bolinho de queijo) quando a minha ex-sogra chegou. O engraçado foi que, sei lá, eu achei que ela estava feliz em me ver. Dei um abraço apertado nela porque olha, se tem gente daquela família que eu sinto saudade é dela, ela me tratava como filha. O pai dele era legal também mas a ex-sogra está pra sempre no meu coração. A gente conversou um pouco e tal, nada de muito importante, e ela me disse pra ir visitá-la lá na casa dela (nessa hora eu tava me segurando pra não deixar uma lagriminha escorrer) e disse pra eu pegar o telefone com a minha ex-cunhadinha. Sei lá. Ainda não sei como me sinto a respeito disso.

Aí beleza, eu e Larissa estávamos voltando pra casa e foi aí que eu aprendi a calar a minha boca e pensar muito, mil vezes, antes de falar qualquer coisa.
Estávamos já no metrô quando lá pela estação Dom Pedro II embarca uma moça de uns 30 e tantos anos com algum tipo de deficiência que, me perdoem se a descrição for muito escrota, parecia q a coluna dela tinha metade do tamanho de uma coluna normal e tal. Eu comentei baixinho com Larissa, toda escrotona como as vezes eu consigo ser, que parecia um daqueles desenhos de quando cai uma bigorna em cima do personagem e tal. A moça ficou lá parada, eu continuei sentada no meu cantinho e entrou um rapaz vendendo chiclete por um real. Perguntei pra Lari "você tem um real aí?" e ela "não, só o dinheiro do bilhete único e no bilhete único" e eu "ahn... que pena...". Do nada a moça do problema na coluna saca uma moeda de um real e dá pra gente e fala "toma, pra vocês comprarem o chiclete". Mesmo que ela não tenha ouvido o meu comentário da bigorna, minha vontade alí foi de cavar um buraco no chão e me jogar lá dentro, tacar álcool e tacar fogo e nunca mais sair pra ver a luz do dia de tanta vergonha de mim mesma pelo comentário. Eu lá sendo BABACA e a moça sendo uma boa alma e dando o dinheiro pra gente comprar o chiclete. Bom, agradecemos e ainda dividimos o chiclete com ela, e na hora de desembarcar eu me despedi da moça. O resto do caminho até em casa eu fiquei me sentindo um lixo humano mas como diz o Rafiki, "o passado pode doer, mas do jeito que eu vejo você pode fugir dele ou aprender com ele" e foi assim que eu aprendi hoje a ser um pouco menos babaca.

Ah sim, assisti O Rei Leão hoje também e morridichorá quando o Mufasa morreu, beijos.

2 comentários:

Tatiana Bitencourt disse...

Mari e lari (iê ô ô ô) - ps: nunca mais fazer esse tipo de brincadeira besta HUAHUAH.
Muito obrigada mesmo por atravessar o oceano e aparecer no chá de bebê! Sem contar nos presentinhos que eu ficamos apaixonados. Ainda bem que aproveitou bastante os bolinhos de queijo, rs. Acho que a ex sogra sente muito sua falta mesmo, porque olha hahaha.
Tbm me sinti assim uma repleta babaca no chá de bebe que teve na academia, eu achando que a menina tava me chamando por interesse de que eu fosse para tirar as fotos e quando vi, era uma surpresa para nós.
bêjo!

Robson disse...

Quem nunca deu um fora desse? Eu, vergonhosamente, já...