terça-feira, 22 de outubro de 2013

Memories - 01



Lembra quando disseram que era o fim do mundo e nós passamos o dia enfiadas em casa rindo de como as possíveis futuras civilações achariam nossos esqueletos entrelaçados e ficariam confusos com as falanges de uma aparecendo dentro do osso da bacia da outra?
Lembra que a gente tava planejando dormir em alguma posição bem bizarra pra deixar as pessoas do futuro cheias de dúvidas?
Lembra como marcamos de passar o última dia da humanidade juntas logo no primeiro dia do ano?

Obrigada por dar corda pras minhas besteirinhas.
Amo você.
E eu sei que você entra aqui de vez em quando.

domingo, 13 de outubro de 2013

A melhor foto que já tirei.



"We are outsiders, you and I. On the periphery. Watching everybody else. Pretending we're just like them, but knowing we're not. Best we can hope for is to find a place where we don't have to pretend."


"Everyone wants an Argentina, a place where the slate is wiped clean. But the truth is Argentina, is just Argentina. No matter where we go we take ourselves and our damage, with us. So is home the place we run to, or is it the place we run from? Only to hide out in place where we're accepted, unconditionally, places that feel more like home to us. Because we can finally be who we are..."

Eu cheguei tão longe porém continuo no mesmo lugar.




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Sonho

Essa noite sonhei que eu estava no metrô chupando uma batata como quem chupa um sorvete, aí eu perguntava pra minha mãe se eu estava gorda, ela dizia que sim e eu cuspia a batata toda em forma de purê. Aí minha mãe mandou eu arrumar um emprego e ter uma diarréia.

Finito.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Agredida, acredita?

Ontem eu estava voltando pra casa quando entrei no trem do metrô na estação República e fiquei em pé na frente de um adolescente de uns 15 anos com uma deficiência mental X e sua mãe com cara de sofredora. Olhei nos olhos do moleque por questão de uns 2 segundos e depois desviei o olhar pra janela. Não sei o que deu no moleque que começou a fazer uns barulhos tipo querendo assustar, aí do nada bateu a própria cabeça na parede, levantou e me deu um puta soco nas costelas/estômago de graça, nem olhando pra ele eu estava. A mãe dele foi segurar ele e tomou uma cabeçada na cara. Sentei no banco ao lado e o maldito ainda tentou se soltar da mãe pra vir me agredir de novo (reforço: de graça).
Fiquei lá olhando de rabo de olho caso ele conseguisse se soltar. Chegando na Sé, eles desceram e o maldito de novo tentou dar cabeçada na mãe.
Se fosse meu filho eu descia o cacete alí mesmo.
Se fosse meu filho
"Ah, mas ele não tem culpa". Tem sim, ele tava bem ciente do que estava fazendo porque quando a mãe dele levantou a mão pra ele, ele se encolheu todo e levantou a mão como quem diz "parei, parei". E depois sairam andando e ele ficou encarando outra mulher. Acho que se ela encarasse de volta ele ia agredí-la também.
Pergunto: numa situação dessa em que uma pessoa com deficiência mental porém agressiva tenta vir pra cima de você pra te agredir, se você revidar e dar uns chutes/socos na pessoa, você está errado?
Não, não o agredi, nem revidei, não falei nada. Só me afastei e sentei ao lado. A mãe dele, visivelmente querendo chorar, perguntou se eu estava bem e se estava doendo, eu disse "tá tudo bem" mesmo morrendinha de dor. Porém fiquei imaginando um cenário onde eu chutava a boca do adolescente até os dentes irem parar na nuca.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cadê Carol, cadê Carol, onde Carol está?

Quando eu estava entre a primeira e terceira série, eu tinha uma amiga chamada Carolina. Carol era levemente ruiva e tinha um monte de pintas nos braços. Foi minha segunda melhor amiga, o primeiro foi o Lucas, porém não falarei dele agora, falarei de Carol. Eu e Carol sempre andávamos juntas na escola, e tinha uma terceira que sempre estava junto chamada Estella. Carol era divertida, conversávamos sobre tudo que crianças de 8 anos conversavam. TV, aula, cachorros, Disney, Chaves, bolo, cantina, intervalo. Aí não me lembro direito o que aconteceu, mas lembro dela me contar que ia sair da escola porque as coisas estavam difíceis (algo do tipo). E aí ela saiu.
Os anos vieram e se foram e veio a internet e o lindo do Google. E eu sempre procurei pela Carol. Sei lá, eu  sou do tipo de pessoa que acha que amizade dura para sempre (embora a vida tenha me provado errada dia após dia, mas eu prefiro continuar sendo otimista) então nunca esqueci da Carol. O problema é: nenhum traço de Carol no Google, e o sobrenome não era comum. Cheguei a pensar "uéééééé, será que Carol morreu?". Bom, mesmo na dúvida continuei procurando eventualmente.
Minha namorada estava em casa nesse fim de semana e eu comentei com ela sobre a Carol. Assim, por cima.
Hoje eu vim trabalhar e resolvi ser meio rebelde e não fazer muita coisa. Aí fui fuçando o Facebook, clicando alí e aqui e fui parar no perfil de um cara com o mesmo sobrenome que ela. Fui em fotos e vi uma foto com uma moça muito parecida com a Carol que me lembrava, só que com feições adultas. Fui nos amigos do rapaz e digitei "Ca". Lá estava. Carolina "Sobrenome" "Sobrenome". Fui e cliquei. Olha, 80% de chances de ser a minha querida amiga de infância. Mandei mensagem, vamos ver se ela responde.

A coincidência é: procurei TANTO a pessoa e no fim ela estudou com uma amiga minha. Achei engraçado o fator "tão perto e tão longe".

Poderia dizer que fiquei feliz e mimimi mimimi mas seria mentira. Quer dizer, feliz eu fiquei, mas não me empolguei. Sei lá, não senti nada além de "ó, achei". Mas essa minha falta de emoção pras coisas na vida é assunto pra outro post. Hoje eu só queria dizer que posso riscar isso da minha lista de afazeres pra vida:

encontrar Carolina.

UPDATE: Ela me respondeu. É ela mesma.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"You're gone from here
Soon you will disappear
Fading into beautiful light
'Cause everybody's changing
And I don't feel right
"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ontem eu fui levar minha gata no veterinário para tomar vacina, aí ele foi medir a temperatura dela pra ver se estava tudo normal e tal, só que quando ele colocou o termômetro no furico dela, eu fiquei ROXA de constrangimento pela bichinha. Sabe, eu não conseguia olhar nem nos olhos da gata nem nos olhos do veterinário. Só me resumi em sussurrar no ouvido dela "não precisamos falar sobre isso nunca".

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quando eu fui uma ditadora sanguinária por uma noite.

Essa noite eu tive o sonho mais absurdo da minha vida. Sonhei que eu era ninguém menos que Adolf Hitler. Eu era Adolf Hitler e eu me olhava no espelho, arrumava meu cabelinho pro lado com brilhantina, e arrumava milimetricamente o meu bigodinho com uma pinça de sobrancelha. Eu estava muito bravo arrumando meu bigodinho porque ele nascia todo torto e todos riam de mim por isso, e eu dizia que ia matar todos que riam de mim por isso. Basicamente, em meu sonho, eu era Hitler e eu fiz todo o genocídio e a Segunda Guerra Mundial porque as pessoas riam do meu bigode. Eu matei milhões e milhões de judeus, ciganos, gays, negros e todas as minorias imagináveis porque eu não conseguia deixar um enorme e vistoso bigodão de respeito.

Pois é.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Love never fails



" Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor."

domingo, 28 de abril de 2013

o pior pesadelo do ano. Sonhei que botava fogo num homem dormindo, depois encontrava minha namorada ingerindo veneno, então eu deitava ao lado dela e esperava ela morrer. Quando ela morreu eu acordei desesperada e foi muita sorte ela estar dormindo ao meu lado pois eu a abracei chorando feito criança e fiquei chorando e chorando e fiquei feliz por poder abraça-la. Foi como se eu estivesse tendo uma segunda chance com ela, e foi a melhor sensação do mundo. Meu deus, nunca chorei tanto com um pesadelo de morte de alguém, catarrei toda a camiseta dela e depois dormi grudada nela igual carrapato.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Quantos serão os "nãos" necessários para que você acabar completamente sozinho?

Pensando aqui, observando alguns aspectos da minha vida e tal, andei percebendo coisas que não me agradam nem um pouco sobre pessoas... cheguei numa dúvida: quantos "nãos" eu teria que dizer para acabar completamente sozinha na vida?

Você já teve a impresão de só lembrarem de você quando precisam de algo?

Mães e seus talentos de maternidade.

Só pra falar que minha mãe fez um tapete de crochê pra mim do Space Invaders.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Essa noite sonhei que estava num hospital porque minha namorada estava dando a luz à uma filha minha. Era uma menina tão lindinha, toda rosada e pequena, com o cabelo todo pretinho e os olhos levemente puxados igual ao da mãe (da ôta mãe, rs). Aí eu acordei toda amando minha filha, preocupada com onde eu ia por o berço em casa e em quanto tempo eu conseguiria comprar uma casa pra minha nova família.
Pois é.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tomate na primeira página

Eu durmo com a TV ligada por motivos de: eu vejo gente morta no meu quarto no escuro. Mentira, só vejo uns vultos mas sou medrosa demais. Aí hoje de manhã o despertador tocou e eu olhei pra TV, estava passando Jornal do SBT. O que eu via, já que a TV estava sem som, era uma rodelona de tomate num chão preto, e a câmera ficava focando naquela rodela de tomate caída por longos minutos. Pensei comigo "aff, não quero viver num mundo onde a primeira notícia que vejo na manhã é sobre uma rodela de tomate que caiu de algum lanche". Voltei a dormir. Acordei meia hora depois e a rodelona de tomate ainda estava sendo filmada. Pensei comigo, no alto do meu sono, que aquele tomate deveria ter caído do lanche de uma pessoa muito importante pro mundo, sei lá, tipo o Obama ou o Papa. Aí eu fiquei olhando a TV, indignadíssima com a falta de assunto dos telejornais de hoje em dia, até que minha visão começou a desembaçar e eu percebi, timidamente, que o que eu estava pensando ser uma rodela de tomate num carpete preto na verdade era um bote salvavidas com umas 4 pessoas dentro em algum lugar alagado.

Sem mais.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Um ano e meio de namoro hoje.
Bati meu recorde.
Não vou ficar de mimimi aqui, vou guardar tudo pra mais tarde, pra ela. E é aquela coisa, quanto mais as coisas vão bem, menos devemos falar sobre elas.