quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Agredida, acredita?

Ontem eu estava voltando pra casa quando entrei no trem do metrô na estação República e fiquei em pé na frente de um adolescente de uns 15 anos com uma deficiência mental X e sua mãe com cara de sofredora. Olhei nos olhos do moleque por questão de uns 2 segundos e depois desviei o olhar pra janela. Não sei o que deu no moleque que começou a fazer uns barulhos tipo querendo assustar, aí do nada bateu a própria cabeça na parede, levantou e me deu um puta soco nas costelas/estômago de graça, nem olhando pra ele eu estava. A mãe dele foi segurar ele e tomou uma cabeçada na cara. Sentei no banco ao lado e o maldito ainda tentou se soltar da mãe pra vir me agredir de novo (reforço: de graça).
Fiquei lá olhando de rabo de olho caso ele conseguisse se soltar. Chegando na Sé, eles desceram e o maldito de novo tentou dar cabeçada na mãe.
Se fosse meu filho eu descia o cacete alí mesmo.
Se fosse meu filho
"Ah, mas ele não tem culpa". Tem sim, ele tava bem ciente do que estava fazendo porque quando a mãe dele levantou a mão pra ele, ele se encolheu todo e levantou a mão como quem diz "parei, parei". E depois sairam andando e ele ficou encarando outra mulher. Acho que se ela encarasse de volta ele ia agredí-la também.
Pergunto: numa situação dessa em que uma pessoa com deficiência mental porém agressiva tenta vir pra cima de você pra te agredir, se você revidar e dar uns chutes/socos na pessoa, você está errado?
Não, não o agredi, nem revidei, não falei nada. Só me afastei e sentei ao lado. A mãe dele, visivelmente querendo chorar, perguntou se eu estava bem e se estava doendo, eu disse "tá tudo bem" mesmo morrendinha de dor. Porém fiquei imaginando um cenário onde eu chutava a boca do adolescente até os dentes irem parar na nuca.