segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pois é.
Quase um mês agora que minha vovó se foi pra junto do meu avô.

Chega, 2014. Apenas pare.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Mentirinhas que contamos a nós mesmos e ao mundo - ou como pulamos na carruagem do senso comum

Eu estava tomando banho agora há pouco e pensando rapidamente nos últimos eventos da minha vida e em como tudo virou uma decadente espiral de ódio, amargura e rancor, e aí tentei pensar em qual parte eu comecei a perder o controle das coisas (se algum dia eu o tive), aí o pensamento acabou indo parar naquela parte "mentiras que contamos a nós mesmos e aos outros". Fiz um top 5 dessas mentiras:

1- Eu passei os últimos 09 (nove) anos da minha vida afirmando que eu entendi o filme Laranja Mecânica, falando que achei legal e tudo. A realidade é que eu nunca entendi esse filme, nunca vi graça. Não chega nem no meu top 100 filmes preferidos.

2- Sabe esse amor incondicional que as pessoas tem por bacon? Também fui na onda e comecei a dizer pra todo mundo que nossa, amo bacon. Na real eu acho bacon ok. "Ah lá vai ela dizer que gosta mais de calabresa". Não, também acho calabresa ok. Não sou entusiasta de carne de porco. Curto presunto com queijo, mas não nutro amor nenhum por esse animal. O mesmo fale pra frango. Frango frito, frango assado, frango no geral. Faz mais de um ano que eu não como frango sem ser como recheio de coxinha. Eu acho frango uma carne bem asquerosa. Boa parte disso deve ser por causa do bandejão da USP onde eu almoçava, que servia uns urubus dizendo que eram frango. Eu poderia dizer que pulei na carruagem também na parte de gostar de café, mas nessa parte eu fui eu mesma uma vez na vida e continuei firme preferindo chá ou achocolatados.

3- Nickelback. A internet diz que é a pior banda do universo, que é um desaforo, que isso e que aquilo. Eu comecei a achar também e comecei a ter vergonha de ouvir. O mesmo vale para o Bon Jovi. Na real eu acho que o Nickelback tem algumas músicas muito boas, que me vão fáceis aos ouvidos. E Bon Jovi me anima, me deixa feliz e com vontade de viajar.

4- Eu só parei de usar o Internet Explorer porque a versão nova é muito inconveniente, mas até 2011 eu o usava tranquilamente, gostava e não tinha problema nenhum com o navegador. Na frente dos outros eu só abria o Chrome ou o Firefox e dizia "nossa, o Explorer é maior merda". Não, eu achava o Explorer ok também. Ah sim, o meu outro navegador, em pleno 2008, era o Netscape, mas esse era ruim mesmo e eu só tinha ele por motivos sentimentais.

5- Passei também os últimos 09 anos afirmando que nossa, adoro teatro. Na verdade eu não gosto não. Principalmente de teatro de bairro. Curto só se for uma grande produção com cenário bacana, e se a peça não for aquele mimimi existencial. Mas se eu paro pra pensar sobre o teatro e os atores lá descalços com a sola do pé preta de sujeira e as roupas tudo pobrinhas, eu fico meio constrangida.

Aprendi recentemente uma lição muito valiosa: não tem problema você não gostar de alguma coisa, desde que você não seja um idiota sobre isso.

Pode me julgar agora.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Sobre morte



"I'm old. What that means is that I've survived (so far) and a lot of people I've known and loved did not. I've lost friends, best friends, acquaintances, co-workers, grandparents, mom, relatives, teachers, mentors, students, neighbors, and a host of other folks. I have no children, and I can't imagine the pain it must be to lose a child. But here's my two cents.
I wish I could say you get used to people dying. I never did. I don't want to. It tears a hole through me whenever somebody I love dies, no matter the circumstances. But I don't want it to "not matter". I don't want it to be something that just passes. My scars are a testament to the love and the relationship that I had for and with that person. And if the scar is deep, so was the love. So be it. Scars are a testament to life. Scars are a testament that I can love deeply and live deeply and be cut, or even gouged, and that I can heal and continue to live and continue to love. And the scar tissue is stronger than the original flesh ever was. Scars are a testament to life. Scars are only ugly to people who can't see.
As for grief, you'll find it comes in waves. When the ship is first wrecked, you're drowning, with wreckage all around you. Everything floating around you reminds you of the beauty and the magnificence of the ship that was, and is no more. And all you can do is float. You find some piece of the wreckage and you hang on for a while. Maybe it's some physical thing. Maybe it's a happy memory or a photograph. Maybe it's a person who is also floating. For a while, all you can do is float. Stay alive.
In the beginning, the waves are 100 feet tall and crash over you without mercy. They come 10 seconds apart and don't even give you time to catch your breath. All you can do is hang on and float. After a while, maybe weeks, maybe months, you'll find the waves are still 100 feet tall, but they come further apart. When they come, they still crash all over you and wipe you out. But in between, you can breathe, you can function. You never know what's going to trigger the grief. It might be a song, a picture, a street intersection, the smell of a cup of coffee. It can be just about anything...and the wave comes crashing. But in between waves, there is life.
Somewhere down the line, and it's different for everybody, you find that the waves are only 80 feet tall. Or 50 feet tall. And while they still come, they come further apart. You can see them coming. An anniversary, a birthday, or Christmas, or landing at O'Hare. You can see it coming, for the most part, and prepare yourself. And when it washes over you, you know that somehow you will, again, come out the other side. Soaking wet, sputtering, still hanging on to some tiny piece of the wreckage, but you'll come out.
Take it from an old guy. The waves never stop coming, and somehow you don't really want them to. But you learn that you'll survive them. And other waves will come. And you'll survive them too. If you're lucky, you'll have lots of scars from lots of loves. And lots of shipwrecks."



Via Reddit.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A melhor pizza de toda a minha vida

Era um sábado bem quente, dia 18 de janeiro de 2014. Passei a tarde toda e o começo da noite no funeral de uma tia avó no cemitério da Vila Alpina. Eu estava faminta, parecia que não comia nada há dias. Quando eu voltei do cemitério e cheguei em casa, pedi uma pizza "peruana", que é atum com cebola cobertos com mussarela. Quando a pizza chegou e eu peguei meu pedaço e dei minha primeira mordida, eu quase chorei. Aquela pizza quentinha me deu sensação de alívio, de conforto, de afago, de bem estar. Aquela foi a melhor pizza de toda a minha vida.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Se eu morresse hoje, meu velório seria exatamente do jeito que eu acho mais deprimente: num lugar bem podrão, com apenas 01 coroa de flores, e apenas 4 pessoas presentes até o enterro.
E ninguém visitaria a minha cova.
Ninguém nem ia perceber que eu morri.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Eu deveria ter acrescentado na minha lista para 2014:
-Não ter que ir a algum velório este ano.