terça-feira, 24 de março de 2015

infância 04

eu tinha 12 anos de idade, um pedaço de tijolo de barro na mão e a rua em frente a casa da minha avó inteira na minha frente pra eu riscar.
eu escrevi um monte de baixaria xingando meu primo franco (esse é o nome dele) em boa parte da rua. xinguei ele de fresco viado bicha bichona baitola ré-no-quibe queima-rosca homossexual viado de novo.

looks like the joke is on me now.


obs: óbvio que todo mundo viu, óbvio que levei um mega esculacho na frente de todo mundo. óbvio que me fizeram apagar com uma vassoura. claro que não apagou e lá ficou um monte de baixaria no asfalto até alguém lavar com mangueira ou a chuva levar embora.

infância 03

eu estava na sexta série e uma garota da minha sala estava fazendo aniversário naquela semana.
n hora da saída, enquanto eu esperava a tia da perua, um menino da minha sala virou e me perguntou:
-você vai na festa da renata?
-que festa?
-não, nada não.

:-)

:'-)


infância 02

eu estava na pré escola e era uma criança meio solitária por opção (até tinha amigos mas as vezes preferia ir sentar sozinha no degrau que tinha na frente da minha sala de aula). um belo dia eu estava lá sentada pensando em qualquer coisa que crianças de seis anos de idade pensam, quando uma menina da minha sala, chamada andréia, me abordou perguntou porque eu estava triste.
eu não estava triste, pra começar.
ai eu disse pra ela que estava triste porque meu cachorro tinha morrido.
eu não tinha cachorro.
choramos juntas.
meu cachorro morreu mais duas vezes aquele ano.

infância 01

eu tenho um desconforto muito grande quando preciso ir ao banheiro em algum lugar que não seja minha casa. banheiro com aquelas cabininhas e divisórias então me deixam ansiosa. tenho a impressão de que quando eu menos esperar alguém vai abrir a porta e me ver com as calças nos joelhos.

recentemente eu tive um estalinho e lembrei de uma coisa que me aconteceu no jardim 2 (cinco anos de idade) e que com certeza me afeta até hoje.

na escolinha que eu estudei, nós tínhamos que pedir pra "tia" levar a gente quando a gente quisesse ir mijar/cagar. nesse dia eu pedi e a tia me levou lá na cabininha do banheiro, me deixou com a porta encostada e foi lá fazer sei lá o quê. pois sorrateiramente um pivete odioso da minha turma foi até o banheiro e BLAM abriu com tudo a porta e ainda chamou todo mundo da sala pra me ver lá sentada na privada toda indefesa com as calças marrons da escolinha pelo joelho. todos riam, menos eu, que gritava pela tia. eventualmente a tia ouviu meus gritos desesperados e foi lá dispersar aquele bando de criança escrota mas eu só me lembro até a parte que riam de mim.
esse pivete do caralho deve ter virado uma droga de um estuprador, nem duvido. zé ruela.
vai tomar no cu, fedelho sem rosto da minha memória.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Estamos todos mortinhos da silva e isso aqui é o próprio inferno. Tipo Lost. PARTE 01

Noite de sexta feira alguns meses atrás. Eu estava sentada na plataforma de uma estação de metrô esperando a pessoa amada, e estava meio frio. Eu estava passando meio mal de cansaço e dos enjoos recentes que tenho sentido constantemente, quando eu cheguei numa conclusão desoladora, a qual já dei spoiler no título: estamos todos mortos.
Todos nós morremos em algum momento por volta de 2012, seja lá o motivo. Nós só não percebemos o fato. Por isso de lá pra cá as coisas estão ficando piores, não somente no cenário mundial, mas na esfera de vida particular de cada um. As coisss estão feias e ficando cada vez pior. O sofrimento só aumenta. E talvez a pior parte é que não percebemos nosso estado de alma penada pois o inferno se parece demais com a vida na Terra.

Já são 0:50 de quinta feira e to com gripe demais pra desenvolver as provas e evidências desse fato.

Esse post é um oferecimento do manicômio mais próximo de você.
Hoje eu, tomada pela gripe, não soube dizer se estava dormindo ou sonhando.
Novamente ao passar pelo fabuloso bairro da Penha, vi algo inusitado: um cachorro batendo punheta.
A última coisa estranha que vi na Penha foi um cara beijando um cachorro de língua no meio da praça 8 de Setembro na Av Penha de França. Eu juro que não tô inventando.

terça-feira, 17 de março de 2015

Essa noite eu sonhei que acordava super atrasada pro trabalho. Eu acordava nada menos que 17h, desesperada pois seria o segundo dia que eu faltaria seguido.Eu olhava no celular e lá o 17 ocupando a tela inteira do aparelho. E eu passava o sonho confusa pois sempre que eu olhava no relógio era uma hora diferente. Ví 14h, ví 13h. No fim, acordei às 9:30, duas horas e meia atrasada.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Essa noite sonhei que minha noiva estava sendo presa por urinar na rua em público. Eu assistia tudo da TV e e lia ao mesmo tempo um jornal. A parte engraçada é que ela estava sendo presa de pijamas, e na foto do jornal, o pijama dela tinha minha cara estampada bem grande na camiseta dela. Ai eu ia visitá-la na prisão, que era tipo um hospital público bem pobrinho, e eu ria dela falando "mas presa por mijar em público e usando pijama com minha cara estampada?".
Fim.