quinta-feira, 10 de março de 2016

09032016

Minha aula hoje começaria apenas 21h, então resolvi que encontraria a pessoa amada no shopping perto da faculdade pra aproveitar melhor o tempo livre. Fomos na loja Americanas olhar o preço dos ovos de Páscoa para podermos  reclamar como duas velhas e tal. Minha pessoa amada me fez rir de umas piadas e tal, dei gostosas gargalhadas de coisas que ela falava e tal.
It was all fun and games até que no meio de todos aqueles ovos enormes  caros de marcas famosas, eu vi um ovinho de menos de 100 gramas, de uma marca genérica, bem pobrinho e com embalagem vermelha simples. E na frente desse ovinho eu, marmanja de quase 27 anos, segurei forte o choro.

Veja bem, meus avós maternos nunca tiveram muito dinheiro, sempre foram pobrinhos, mas nas datas comemorativas eles  nunquinha deixavam passar em branco para os netos. Na época da Páscoa eles sempre mandavam ovinhos simples, baratinhos, genéricos ou sem marcas, daqueles que só não eram ruins porque o amor com que foram ofertados fazia toda a diferença. Pois bem. Ver aquele ovinho pobrinho nas Americanas foi um soco no meu estômago e a idéia de que eu não ganharei mais nenhum ovinho ruinzinho dos meus avós este ano me doeu a alma porque eu não tenho mais meus avós. Eles não estão mais comigo. Eu nunca mais vou vê-los.
A falta deles, sendo lembrada assim sem avisos, sendo esfregada na minha cara por um ovo de chocolate.
Que saudade dos meus velhinhos. E que gratidão por cada ovo de chocolate baratinho que me enviaram durante os 24/25 anos em que pude tê-los em minha vida.

Um comentário:

Tatiana Ferreira Bitencourt disse...

Em meio a felicidades e gargalhadas levou um suave tapa na cara da vida, ela tem essa mania de fazer isso com a gente, "olha fulana, ta tão feliz, vou ali estragar a felicidade dela" Ah que triste! nunca ganhei nada assim dos meus avós, mas sempre penso que por menor que seja, foi dado de coração! <3